Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/12/2020
O artigo 6o, da Constituição federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão ao transporte de qualidade. No entanto, os grandes centros urbanos apresentam problemas preocupantes com a mobilidade das pessoas, com isso, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa problemática, a qual possui como causa a ineficácia do Estado e, por consequência, a deterioração do espaço urbano.
Em primeiro plano, a negligência governamental é um grande impasse para reverter os desafios da mobilidade urbana. Ainda que o Brasil pratique algumas medidas para o deslocamento de pessoas e de veículos, como o rodízio de automóveis e a construção de avenidas e viadutos, não resolveram a capacidade de locomoção e de fluxo dentro dos grandes centos. Evidentemente que investimentos no transporte público, juntamente com a integração de modais, pode permitir a circulação das pessoas, além de aliviar congestionamento, acidentes e poluição.
Outrossim, a falta de atitudes sustentáveis na mobilidade contribui para a baixa qualidade de vida dos brasileiros, assim como a deterioração do espaço urbano. Historicamente, no século XX, durante o período de desenvolvimento econômico no país, houve a priorização do transporte individual e do rodoviário, por consequência, favoreceu o aumento de veículos e de caminhões nos centros urbanos. Como resultado, o aumento do engarrafamento e da poluição que têm prejudicado a saúde dos cidadãos e o deslocamento com qualidade e segurança. Dessa forma, pensar em mobilidade urbano sustentável, é pensar em priorizar as pessoas.
Portanto, é relevante desenvolver ações, tanto políticas quanto sociais, que possam reverter essa realidade. Desse modo, cabe ao Governo federal, juntamente com as prefeituras, revisar o plano diretor das cidades com mais regularidade, por meio de assembleia com a participação dos cidadãos, para que direcionam adequadamente os investimentos em transporte coletivo para garantir conforto e menos poluição, assim como o incentivo a outros modais não motorizados que favoreçam a mobilidade urbana. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na qualidade de vida das pessoas e das cidades.