Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/12/2020
Nos anos 60, o Brasil presenciou o início da “Revolução Verde”, que automatizou o setor agropecuário e resultou em um intenso êxodo rural, o que ocasionou um crescimento inesperado das grandes metrópoles. No contexto atual, é possível perceber que essa desorganização reflete diretamente na mobilidade urbana, pois diariamente são observados longos congestionamentos causados, principalmente, pelo número exacerbado de carros ausente de passageiros e pela falta de incentivo aos transportes públicos por parte do governo. A respeito dessa conjuntura, faz-se necessário a revisão acerca das políticas de infraestrutura das cidades brasileiras.
Mormente, é de suma importância destacar que, infelizmente, as pessoas das grandes cidades optam pelo conforto em detrimento da agilidade. Segundo pesquisas realizadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em São Paulo, a média dos transportes privados e públicos é de 1,4 ocupantes por veículo. Tal dado estatístico evidencia a preferência dos indivíduos por transitarem em carros particulares, no entanto, prejudica diretamente o trânsito, o que causa longos engarrafamentos, estresse e até casos de violência.
Em segundo lugar, vale ressaltar o desleixo por parte governamental nos problemas de mobilidade urbana nas cidades, tanto pela falta de incentivo quanto pela precarização dos transportes públicos. Segundo o Observatório das Metrópoles, a frota de carros duplicou nos últimos dez anos. Isso se deve a insuficiência de investimentos em ônibus de qualidade, escassez de linhas de metrô, trens desconfortáveis e antigos, o que evidencia que as grandes metrópoles apresentam opções pouco variadas de locomoção.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Ministério da Infraestrutura crie, por meio de verbas governamentais, propagandas e programas de incentivo ao uso de transportes publicos, além de investir em novas frotas de ônibos e construção de linhas ferroviárias, de modo a diminuir a quantidade de congestionamentos nas grandes metrópoles e diversificar os meios de locomoção. Somente assim, será possível superar os desafios da mobilidade urbana no Brasil causados, principalmente, pela “Revolução Verde”.