Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Engarrafamentos, lentidão, baixa produtividade. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos brasileiros no que concerne à mobilidade urbana. Nesse sentido, cabe refletir sobre as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos no que concerne à locomoção no espaço urbano. Para tanto, torna-se imprescindível apontar, como um dos motivos do problema, à primazia dos automóveis em detrimento das pessoas e a consequente redução na qualidade de vida das pessoas.

Convém ressaltar, a princípio, que houve, ao longo das décadas, um intenso incentivo na compra de automóveis com o objetivo de aquecer a economia em detrimento da melhoria da mobilidade urbana. Sem dúvida, a política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek priorizou os investimentos em rodovias, propiciando a locomoção, sobretudo, por meio de automóveis particulares e coletivos. Entretanto, houve pouco investimento na melhoria das condições de vida, como por exemplo, na mobilidade urbana. Assim, com os baixos investimentos nos transportes públicos e coletivos, as classes mais favorecidas optaram pela compra de automóveis particulares para garantir um melhor conforto, promovendo o inchaço urbano.

Além dessa primazia dos automóveis, a falta de planejamento no que diz respeito à locomoção das pessoas nos grandes centros urbanos pode gerar consequências na saúde da população brasileira. Segundo o jornal O Globo, o paulistano demora, em média, três horas por dia no trânsito. Sem dúvida, enfrentar longas horas para se locomover pode ocasionar estresse e uma redução na produtividade do sujeito. Nessa perspectiva, melhorar a mobilidade urbana também significa melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Torna-se evidente, portanto, que priorizar os automóveis em detrimento dos cidadãos pode gerar consequências ruins no bem-estar dos indivíduos. Para reverter tal quadro, é indispensável que o Poder Legislativo crie projetos para aprimorar as condições urbanas de acessibilidade, por meio de medidas que garanta melhores condições de transporte coletivo, criação de novas ruas e o incentivo de uso de transportes não motorizados. Para tanto, pode-se convidar cientistas que realizam pesquisas sobre o tema para ajudar a confeccionar tais projetos, a fim de que seja possível reduzir o tempo de viagem e assegurar melhor qualidade de vida dos indivíduos. Desse modo, será possível garantir maior dignidade aos sujeitos que não têm condições de comprar um automóvel particular.