Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/02/2021

A acelerada industrialização ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, em países subdesenvolvidos, dentre eles o Brasil, gerou um rápido processo de urbanização. De maneira que, sem o planjemaneto urbano, causou diversos obstáculos a mobilidade, como o sucateameto de transportes públicos e o trânsito.

Nas décadas de 1970 e 1980 o Brasil sofreu um intenso processo de exôdo rural. A mecanização da produção agrícola expulsou trabalhadores para as cidades em busca de oportunidades melhores. Como consequência, gerou o fenômeno da metropolização, quando a ocupação urbana ultrapassa os limites das cidades, assim surgiram centro metropolitanos. Dessa forma, o deslocamento migratório passou a ser de cidades próximas para metrópoles, onde há o maior número de migrantes e serviços. Logo, esse movimento denominado pendular, causou bastante impacto na mobilidade, desloca-se um fluxo de pessoas em veículos e aumenta a demanda de transporte público.

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), entre 2013 e 2017 os ônibus urbanos brasilieros perderam 25% de seus passageiros. As concessionárias obtêm seus ganhos a partir do pagamento da passagem, que na ausência de subsídio público, induz ao aumento da tarifa e à redução da oferta. Em virtude disso, resulta em uma evasão de passageiros que migram, muitas vezes se endividam, para carros e motocicletas. Assim, aumenta o número de veículos nas ruas e por conseguinte o engarrafamento.

É perceptível, portanto, que investimento público no transporte é necessário para garantir a mobilidade urbana. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, juntamente com iniciativas privadas, como concessionárias de ônibus, como públicas, através de subsídios do governo, para assim reduzir a tarifa de passagens e garantir uma maior oferta de transporte, como também o aumento de sua qualidade, para que assim todos possam desfrutar do transporte público de qualidade.