Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/04/2021

O Êxodo Rural ocorreu de 1960 a 1990 e foi um movimento migratório que trouxe milhares de pessoas do campo para os centros urbanos, pois elas buscavam melhores condições de vida, principalmente, no sudeste brasileiro. Nesse sentido, essa massa populacional acarretou diversos problemas de transporte nas grandes metrópoles - que persiste até a atualidade. Desse modo, é irrefutável que os principais desafios em torno da mobilidade nas grandes cidades são o excesso de cidadãos e o horário de pico.

Em primeira análise, convém destacar que milhões de indivíduos deslocam diariamente em busca de oportunidades, seja no meio acadêmico, seja no âmbito laboral. Sob essa ótica, na atualidade, esse processo está, em sua maioria, sendo feito de forma remota, de maneira a reduzir a circulação da comunidade, por conta da nefasta pandemia. Nesse contexto, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo, 70% dos brasileiros, após esse trágico acontecimento, querem continuar trabalhando de casa - processo conhecido como “home office”. Diante dessa realidade, é inequívoco que a aderência em massa dessa modalidade de labuta irá mitigar o interminável trânsito das grandes metrópoles, porquanto a quantidade de usuários de transportes diminuirá, reduzindo o congestionamento, além de ter o apoio da maior parte da sociedade.

Em segunda análise, os desafios da locomoção urbana são agravados em certos horários, em média, das 7h às 10h e das 17h às 20h, porque muitos voltam para as suas residências nesse período. Consoante ao renomado jornal Valor Econômico, as empresas podem, caso não prejudique os afazeres, escalar o horário de trabalho, pois, o fluxo de pessoas será heterogêneo, facilitando, já no curto prazo, a mobilidade urbana. Com efeito, os benefícios da redução da duração de um trajeto são excelentes para todos: empregado terá mais qualidade de vida, haja vista que terá mais tempo de descanso. Assim, para o empregador não terá problemas com atraso de funcionários, gerando mais produtividade para a empresa, por isso tal desafio será extremamente minimizado.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Para tanto, cabe ao Poder Legislativo promover incentivos fiscais para as corporações e para os centros de ensino que aderirem à modalidade remota. Tal ação pode ser instrumentalizada a partir de uma lei nacional. Feito isso, os colaboradores podem se mudar para cidades do interior, objetivando a redução de pessoas nas grandes metrópoles e, se precisar, será muito mais acessível se deslocar até a sede da empresa - já que o imbróglio será atenuado. Com isso, somado à escalação dos horários de expediente, é indubitável que o translato urbano não continuará a ter as mazelas do Êxodo Rural.