Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/06/2021
Durante o Governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960), em seu “plano de metas”, houve um grande investimento no transporte rodoviário no Brasil. Desde então, o país passou a apresentar diversos desafios de mobilidade urbana, advindos, principalmente, o número elevado de veículos nos centros urbanos e da precária infraestrutura da maioria das cidades. Logo, faz-se necessário buscar caminhos para superar esses desafios.
A princípio, o excesso de carros particulares nas cidades é determinante para a crise na mobilidade urbana. Esse excedente se deve, em grande medida, às facilidades oferecidas pelas concessionárias para aquisição de veículos, como a redução de impostos, opções de parcelamento e baixas taxas de juros. Além disso, a péssima qualidade dos transportes coletivos, marcados pela lentidão e pela superlotação, é outro fator que induz os filhos à criançaem por crianças próprias. Afinal, em tempos de “modernidade líquida” - conceito criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman que caracteriza o imediatismo das relações cotidianas - como pessoas que desejam rapidez no dia a dia.
Em segundo plano, a precariedade da infraestrutura dos centros urbanos agrava, ainda mais, esse preocupante cenário. Apesar de o número de carros aumentarem exponencialmente nas últimas décadas, tal aumento não foi acompanhado, no mesmo ritmo, pelo desenvolvimento estrutural da malha rodoviária. Nesse sentido, tornado-se comum haver engarrafamentos nas grandes e, até mesmo, nas cidades médias. Dessa forma, uma parcela da população que vive nas periferias acaba perdendo boa parte do seu tempo no trânsito, visto que as ofertas de emprego popular-se, quase sempre, nas áreas das cidades.
O excesso de veículos e a infraestrutura precária são, portanto, os principais desafios da mobilidade urbana no Brasil. Por conseguinte, o Governo Federal, através das emissoras de TV aberta e das redes sociais, deve divulgar campanhas incentivando os transportes alternativos, como o coletivo, as bicicletas e as caronas solidárias, visando desafogar o trânsito. Ademais, as Prefeituras, com aporte financeiro da União, devem investir em arquitetura e urbanismo, a fim de aprimorar a estrutura das cidades, através da criação de rotas alternativas, principalmente nas localidades de maior fluxo veicular.