Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/06/2021

De acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, a frota de automovéis no Brasil, cresceu 400% em dez anos. Esses números demonstram que os desafios da mobilidade urbana está presente de forma complexa na realidade brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de infraestrutura, bem como a insuficiência de leis.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de infraestrutura é um fator determinante para a persistência do problema. A filósofa alemã Hannah Arendt defente que o espaço público seja preservado para que se assegurem as condições da prática da liberdade e da manutenção da cidadania. Ou seja, sem uma infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto está presente de maneira decisiva no que tange à mobilidade no brasil, uma vez que há falta de investimentos governamental em sua infraestrutura, o que acaba por dificultar sua resolução.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência legislativa. Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão da mobilidade urbana. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É preciso, portanto, que as comunidades, em parceria com as prefeituras, passem a focalizar o investimento em infraestrutura para questões urgentes como os desafios da mobilidade urbana. Havendo este maior direcionamento de verba, a infraestrutura do espaço público pode ser melhorada e, consequentemente, a qualidade de vida dos cidadãos, que passarão a usufruir mais intensamente do espaço público para realizar suas atividades cotidianas. Concomitantemente, urge ao Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de que a população brasileira possa obter uma melhoria na qualidade da mobilidade e, assim, diminuir os desafios enfrentados.