Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/07/2021

Na Constituição Federal de 1988, o direito de ir e vir é umas das garantias fundamentais do cidadão. No entanto, esse direito não tem sido assegurado à população brasileira. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar a questão, o qual os desafios da mobilidade urbana no Brasil persiste devido a falta de investimentos em infraestrutura e consumo desenfreado de veículos individuais.

Em primeiro plano, a falta de investimentos na mobilidade urbana é um fator determinante na persistência do problema. Segundo o filósofo, Jean J. Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizações que garantem bem-estar social. Sob essa tal ótica, é plausível que a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, tenham afetado a população brasileira. Desse modo, evidencia que a ausência de investimentos em alternativas para dinâmica no transporte no Brasil acarreta a má distribuição de bens de consumo para sociedade. Assim, encontrara dificuldade para que haja soluções da problemática por conta do planejamento de trânsito nas grandes capitais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, ser deficiente de gestão pública voltada ao tráfego terrestre.

Ademais, cabe ressaltar que o aumento desenfreado da frota de carros circulando nas ruas e, principalmente, nas metrópoles brasileiras, o que prejudica a mobilidade nos grandes centros urbanos. Segundo uma pesquisa da FGV - Fundação Getúlio Vargas - de 2016, a frota de carros cresceu 400% nos últimos 10 anos. Em decorrência disso, as vias públicas ficaram mais congestionadas e passaram a não garantir a flexibilização necessária no trânsito. Por conseguinte, o tempo de trajetos entre trechos metropolitanos tornaram-se mais longos, cenário agravado pela ausência de modais alternativos de transporte disponíveis aos indivíduos.

De acordo com o livro “Sabedoria das Multidões” de James Surowieck: é mais eficiente um grupo discutir soluções e tomar decisões idôneas. Portanto, cabe ao Governo Federal direcionar ao Ministério da Infraestrutura verbas públicas à mobilidade urbana para formação de cidades mais sustentáveis, com o objetivo de efetivar o transporte que venham garantir o consumo coletivo por meio de medidas de expansão de ciclovias e ciclofaixas, contrução de ferrovias e planejamento de transportes aquaviários em regiões afluentes. Além disso, cabe a mídia a divulgar o uso consciente de automóveis individuais atrelado ao incentivo de caronas solidárias e propagar o consumo de meios alternativos, como o uso de bicicletas. Dessa forma, os desafios da mobilidade urbana no Brasil poderão ser solucionados de maneira eficiente.