Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/09/2021

O plano desenvolvimentista, lançado durante o governo de Juscelino Kubitschek, priorizou a construção de rodovias e a instalação de indústrias automobilísticas, como parte de sua meta para promover o desenvolvimento econômico do Brasil por meio da industrialização. No entanto, tal estratégia previlegiou as rodovias, o qual resultou na predominância do modal de transportes rodoviários. Sob essa perspectiva, faz-se necessário analisar os desafios que impedem a boa mobilidade urbana, em decorrência da falta de debate e da ausência de políticas públicas.

Em primeira análise, é perceptível a pouca discussão da temática, a qual, apesar de estar muito presente no cotidiano das pessoas, aparece como fator inofensivo diante dos outros problemas da sociedade. Seguindo essa linha de raciocínio, o filosófo Zygmunt Bauman em entrevista a revista ISTOÉ, disse: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” Entretanto, a falta de reação que decorre do excesso de indivíduos possuintes de carros particulares, faz com que a mobilidade urbana de qualidade se torne direito de minorias.

Ademais, a carência de medidas para conter o inchaço de carros individuais e a escassez de investimentos no campo de transportes públicos, desanima os indivíduos a deixarem seus veículos na garagem e a apelar pelos modais coletivos. Sob este ângulo, a Constituição Federal de 1988 diz: “As Políticas Públicas são instrumentos importantes para a concretização dos Direitos Fundamentais”. Todavia, a prática deturpa essa teoria e faz com que a população brasileira em massa seja prejudicada fisicamente e psicologicamente, haja vista que o montão de carros no trânsito faz com que a pessoas se estressem e demorem a chegar em casa.

Portanto, medidas são fundamentais para reverter esse cenário. Para que isso ocorra, os prefeitos, juntamante com seus vereadores, devem desenvolver politícas públicas - avaliando o contexto dificultor da mobilidade urbana em cada região, que visem diminuir a acumulação de carros exclusivos no trânsito, por meio de investimentos em manutenção e compra de novos veículos voltado para área de tranportes coletivos, a fim de estimular o uso dos modais públicos e promever mais conforto e rapidez para os trabalhadores que necessitam se deslocar. Dessa forma, será possível amenizar os desafios da locomoção  urbana.