Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Congestionamento, poluição, estresse. Diversas são as consequências individuais e coletivas presentes no trânsito, no atual contexto brasileiro. Sob esse viés, é notório a influência do aumento da população urbana, acarretando em uma maior dependência da indústria automobilística, junto a isso, a falta de investimentos governamentais no sistema de transporte público intensificam tais efeitos, já que as pessoas evitam estar em locais poucos vantajosos. Ademais, o impacto gerado pelo alto número de veículos nos centros urbanos contribuem com o avanço de gases poluentes no meio ambiente.
Em primeiro lugar, vale salientar, o crescimento da população nas grandes cidades após a industrialização do Brasil. Segundo o filósofo polonês Zigmunt Bauman, vive-se em uma sociedade individualista, a qual não se importa com os relacionamentos interpessoais ou problemas alheios. Nesse sentido, é evidente que com o aumento habitacional, a quantidade de automotores presentes nas ruas intensificam-se cada vez mais, uma vez que os indivíduos estão se importando menos com o coletivo e procurando beneficiar a si próprio. Ainda convém lembrar, o baixo investimento governamental no setor automobilístico público, em razão disso o desinteresse da população pelo transporte comunitário tornou-se frequente, consequentemente, desfavorecendo a mobilidade sustentável. Logo, dentro desse cenário faz-se necessário mudanças políticas para solucionar esta problemática.
Em segundo plano, observa-se intensos congestionamentos nas atuais grandes cidades do país, visto isso é explícito que há uma maior poluição localizada próxima à esta região. De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima, o dióxido de carbono é o principal responsável pelo aquecimento global, sendo o gás de maior emissão pelos humanos, principalmente liberado por veículos leves da frota de automóveis. Assim, a concentração de gases poluentes presentes na atmosfera são mais perceptíveis em áreas urbanas, tendo em vista ao intenso fluxo de veículos.Tal conjuntura, seria minimizada com o aprimoramento de transportes sustentáveis, como compartilhamento de bicicletas, patinetes ou carros eletrícos, além de reduzir os engarrafamentos.
Portanto, faz-se imprescindível que o Estado e município promovem mudanças significativas nos transportes públicos, como investir e melhorar a qualidade do serviço comunitário, por meio de ônibus e mêtros mais capacitados para transportar um maior número de pessoas ou reduzir o preço de tarifas, a fim de atrair mais indivíduos para essa mobilidade e evitar congestionamentos e acidentes nas grandes avenidas. Paralelamente, Bancos podem fornecer mecanismo de aluguel de transporte sustentável, como bicicletas e patinetes em vários pontos pela cidade, assim como o Banco Itaú.