Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/10/2021
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,3 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de acidentes de trânsito. Nesse contexto, no Brasil, em 2016, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), algumas das principais causas de mortes no trânsito estavam relacionadas a problemas como sono e falta de atenção. No entanto, a problemática da mobilidade urbana no país parece estar relacionada com os problemas estruturais nas rodovias.
Em primeiro lugar, um dos grandes problemas estruturais da mobilidade urbana no Brasil são os famosos engarrafamentos. Com a crescente frota de automóveis nas grandes rodovias do país, se tornou comum ficar parado em congestionamentos nos horários de maior movimento nas principais vias da cidade. Desse modo, chegar ao local de trabalho e voltar para casa é uma atividade cada vez mais demorada nos dias de hoje, o que prejudica o acesso à locais de fundamental importância para os trabalhadores.
Com isso, o uso de bicicletas vem conquistando espaço, a fim de diminuir os congestionamentos no trânsito e mitigar o tempo gasto de um local para o outro. Porém, ainda existem poucos locais exclusivos no Brasil para o tráfego seguro de ciclistas. Ademais, existe o estímulo ao uso de carros em todos os lugares, o que pode acarretar problemas de direção imprudente e aumentar o congestionamento. Dessa maneira, fazem-se necessárias medidas para conter a problemática da mobilidade urbana no Brasil.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, em parceria com as prefeituras de todos os estados do país, reorganize o espaço, por meio de planejamentos urbanos que aproximem as pessoas de seus locais de trabalho, com intuito de reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores e o congestionamento diário. Além disso, cabe também ao governo criar novas ciclovias, calçadas mais largas e melhorar a infraestrutura de ônibus, trens e metrôs, por meio de investimentos em obras públicas, com intuito de estimular a população a andar mais a pé ou de bicicleta e tornar o uso de transporte público mais frequente, diminuindo a quantidade de veículos individuais nas estradas.