Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Com a grande extensão territorial do Brasil, não carecer de uma consistente mobilidade urbana parece controverso, mas ao destacar o histórico de desfavorecimento de alguns modais, entende-se como, ainda hoje, existem diversos desafios para a melhoria urbana do país. Contudo, não só os problemas de quantidade devem ser destacados, mas como os de infraestrutura, meio ambiente e saúde humana. Com isso, deve-se entender que a construção de uma melhor rede de trânsito não deve ser sucateada, uma vez que impacta em diversos âmbitos sociais.
Partindo desse recorte, aponta-se como uns dos principais problemas causadores desta falta de mobilização é a precariedade das infraestruturas presentes ao longo de todo território nacional. Para ilustrar tal situação, identifica-se a ferrovia transamazônica que mesmo depois de mais de 30 anos ainda oferece uma estrutura precária quando analisado ao interior do país. Por tal motivo, torna-se cada vez mais dificil a implementação de mudanças eficientes e satisfatórias, uma vez que com ao passar dos anos, as cidades e comunidade tornam-se cada vez mais integradas e sem espaços significantes para gerar uma mudança eficiente. Por isso, se faz necessário oferecer às devidas precauções ao projetos estruturais para que a saúde dos municípios não seja comprometida.
Contudo, não apenas problemas de infraestruturas são os culpados por esta má gestão, mas como os problemas ambientais que agravam a urgência de mudança da situação. Com a falta de infraestruturas e projetos de transportes coletivos, a emissão de CO2 se torna exponencialmente maior, aumentando assim o efeito estufa. Por isto, a expansão desenfreada do sistema móvel urbano, contribue para problemas a curto prazo como: ilhas de calor, inversão térmica e emissão de gases; como também para problemas a longo prazo como: câncer de pulmão, acidentes vaculares cerebrais e buracos na camada de ozônio. Partido de tais aspectos, nota-se a complexidade dos impactos nocivos que uma mobilização urbana incompleta pode trazer à população dos aglomerados.
Portanto, faz-se mister salientar a importância de combater os maus planejamentos de estruturação urbana. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente trabalhar junto com a iniciativa privada automobilística a inserção de políticas fiscalizadoras contra a emissão de CO2 para que o país possa sentir os menores dos impactos quanto em relação à saúde da população e dos biomas nativos. É também função da Secrataria Nacional de Trânsito elaborar um documento que determine todas as ações necessárias para prevenir um trânsito seguro, com relação à mobilidade e meio ambiente, para que seja parâmetro sempre que houver novas propostas de investimento no país. Ao fazer isto, o Brasil caminha para um futuro melhor.