Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/10/2021

A cidade de São Paulo encontra-se no topo do ranking de congestionamento no trânsito, o qual é considerado o maior problema urbano do município, de acordo com a revista Veja. Com essa notícia, revela-se a importância do controle de flexibilidade de tráfego para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade governamental no que tange à mobilidade urbana no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que o tema espelha um contexto desafiador, seja em razão dos danos causados ao meio ambiente pelo aumento no número de automóveis nas vias, seja pelo caráter exibicionista do ser humano.

Primariamente, carece destacar que o Governo influencia, gradativamente, no crescimento das taxas de veículos individuais lotando as ruas, por conta do estímulo governamental à venda e compra de veículos, afetando a natureza e causando prejuízos ambientais. Cita-se a Constituição Federal de 1988, conhecida como Cidadã, a qual aborda que: um meio ambiente preservado é direito de todos, dever do Estado e necessita ser garantida mediante políticas sociais e econômicas, isso mostra que o Governo apresenta autoridade máxima nas tomadas de decisões. Simultaneamente, vê-se que essa lei está sendo negligenciada, visto que as comunidades governamentais são as principais incentivadoras do mercado automobilístico.

Ademais, deve-se ressaltar que o ser humano, cada vez mais, opta pelo uso de automóveis individuais, ainda que essa escolha o cause adversidades, por causa da sensação de superioridade e de poder dada ao indivíduo e da autonomia gerada pelos veículos próprios. Menciona-se o autor Veblen e sua teoria do consumo ostentatório, por exemplo, a qual é usada para descrever o consumo de bens materiais e serviços adquiridos com o propósito de mostrar riqueza e garantir status social, herdados desde o período Ibérico. Consequentemente, observa-se que, fora da hipótese essa é uma realidade vivida no Brasil, segundo o jornal O Globo, mesmo com dificuldades financeiras, os consumidores não desistem da aquisição de veículos.

Portanto, é necessário que o Ministério do Desenvolvimento Regional- órgão de ampla abrangência- atente-se à população brasileira, com urgência, por meio do oferecimento de palestras prestadas por especialistas, a fim de aproximar os cidadãos dos benefícios da adoção de meios de transporte coletivos e não emissores de gases e incentivar os cuidados com o meio ambiente e bem-estar social. Paralelamente, o Estado deve utilizar-se da mídia- principal meio de propagação de informações- para alertar os brasileiros sobre seus direitos e deveres quanto à mobilidade urbana, por meio de anúncios diários, com a finalidade de formar cidadãos informados.