Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/10/2021
A mobilidade urbana permite que várias pessoas se desloquem em suas cidades, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas. Ademais, em 1956, o governo de Juscelino Kubitschek colocou em prática o “Plano de Metas: 50 anos em 5”, que proporcionou o poder executivo de construir estradas e estimular o uso de automóveis. A partir do raciocínio de Francis Bacon “O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las", porém a falta de planejamento em diversos modais de transporte e uma sociedade que criou uma cultura em que o carro é sinônimo de status social, se torna izubitável que apesar de encontrarmos várias soluções para o problema, não devemos monopolizar apenas um meio de transporte.
Em primeiro plano, o transporte particular se tornou requerido na classe alta na década de 50. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o Brasil em 2012 terminou com mais de 50,2 milhões de carros. Otrossim, a facilidade de se adquirir um carro após o plano de metas de JK aumentou e houve uma reduação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), trazendo assim uma diminuição nos preços dos carros. Consequentemente, muitos brasileiros começaram a comprar sucessivamente mais carros, para passar a imagem de bem-sucedidos. Por conseguinte, vinculando-se a ideia de pauperismo ao uso dos transportes coletivos, sendo os mesmos associados a pobreza. Como também, precarizando e esquecendo-se dos transportes públicos da população.
De outra parte, vemos a falta de planejamento relacionados aos modais de transporte. Um levantamento feito pela Fundação Dom Cabral mostra que apenas 9,4% das cargas passam pelo modal marítimo; 5,8% pelo aéreo; 5,4 % pelo ferroviário e apenas 0,7% no sistema hidroviário. Isso nos mostra que mais de 50% dos modais é composto pelo transporte rodoviário. Logo, tendo uma monopolização nos meios de deslocamento. Um exemplo disto foi a greve dos caminhoneiros, ocorrido no ano de 2018, em que os motoristas de caminhão paralizaram-se para diminuir o preço dos combustíveis. Após o ocorrido, ficou claro que necessitamos de grande parte desse tipo de transporte, que além de nos transportar, acarreia os nossos alimentos, roupas, combustíveis, entre outros.
Diante desse cenário, deve-se buscar soluções, que diminuam tais fatores agravantes. Em síntese, com os argumentos supracitados, o Estado correlacionado, com o Ministério de transportes, deve promover, sanções necessárias, que possam construir BRTs de modo difuso, possibilitando mobilidade urbana rápida e confortável, para os passageiros, melhorando na qualidade e no tempo gasto. Ademais, investindo também em outros meios de transporte, para não haver monopólios e a necessidade de somente um tipo. Com a finalidade de melhoria na mobilidade urbana no Brasil.