Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/10/2021

der ganhos financeiros particulares no lugar das necessidades dos cidadãos.

Em segundo plano, percebe-se que a constante busca por ascenção em uma escala social, característica de uma sociade construída em pilares da verticalização social de uma colônia, colabora para as constantes dificuldades de melhoria da locomoção nas cidades. Isso ocorre porque historicamento o carro é utilizado como uma ferramenta de status que, frente a uma sociedade verticalizada pelo capital, projeta um certo poder de quem o possui, o que instiga as pessoas a utilizá-los com uma visão distorcida da sua funcionaidade, a qual pode ser aproveitada em meios de transportes coletivos, o quais, caso tivessem seu uso acatado como melhor opção por essa esfera esfera social, diminuiriam os transtornos causados pela super lotação de veículos. Tal panorama está em paralelo com a teoria sobre a microfísica do poder, de Michel Foulcalt, para quem o poder é um valor compartilhado pela coletividade que se apresenta em diversos mecanismos, ao passo que o imaginário coletivo transforma a imagem do carro em um instrumento de poderio econômico que desvia percepção da sua finalidade de forma tão banal que produz impactos visíveis no tráfego dos indivíduos nas cidades.

Compreende-se, portanto, que os embates de poder estruturados por uma herança colonial promovem desafios para a mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, torna-se necessário que o Ministéro Público atue, ao pressionar as autoridades executivas, para a criação de um Plano Nacional de Melhoria da Mobilidade Urbana, por meio de um decreto federativo, com a finalidade de pautar como prioridade a reformulação dos planos de ação nesse setor. Esse Plano deve, com a ação integrada entre todos os estados, promover pesquisas que identifiquem as necessidades de cada região e, a partir destas, organizar planos de ação que incluam a melhoria e diversificação das vias de transporte, além de campanhas nas mídias de comunicação e incentivos fiscais que impulsionem a população para o uso dos transportes coletivos.