Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 29/10/2021

É evidente que a mobilidade urbana vem sendo um tópico relevante em se tratando do Brasil. Com o mandato de JK, foi implantado um plano desenvolvimentista, sendo promovida a industrialização e construção de rodovias. Tal fato acarretou hoje em dia em um exacerbado número de rodovias, mas em um baixo investimento em rodovias, resultando no aumento da circulação de carros nas cidades. Por outro lado, na Europa pode ser observado um incentivo muito maior em se tratando do transporte público, como metrôs e ônibus, que se comparados aos do Brasil, possuem uma condição melhor de uso, além de serem uma opção muito mais barata e rápida.

Certamente, no Brasil é perceptível que há uma falta de investimento e incentivo, com relação aos transportes públicos, tendo em vista o aumento do preço das passagens de transportes públicos, juntamente com a melhoria da renda da classe média-baixa, e a redução do preço dos carros, contribuíram para o grande número de carros que hoje circulam nas cidades brasileiras. Com isso, tornou-se ainda mais constante haver engarrafamentos, lentidão, brigas de trânsito, entre outros. A cidade de São Paulo é a que mais sofre com isso, levando o cidadão a passar horas no trânsito por dia, e mesmo com as tentativas do governo de construir ruas, viadutos, sistema de rodízio de automóveis, não apresentaram grandes resultados.

Ademais, outro fator que contribuiu para a falta de mobilidade urbana é a herança da política rodoviarista, gerando um acúmulo de investimentos para esse tipo de transporte, em detrimento de outros. Desse modo, aumentou-se também a circulação de veículos de grande porte, como caminhões, que além de dificultarem a locomoção dentro da cidade, possuem o fator poluição, juntamente com os carros, que liberam gás carbônico em uma proporção muito maior do que se fosse utilizado um ônibus público. Isso do ponto de vista sustentável é algo muito ruim, por isso é aconselhado evitar o uso de carros quando estiver sozinho, substituindo por carros compartilhados, entre outros.

Portanto, o governo juntamente com empresas privadas da área, deveriam investir na construção de vias para metrôs e áreas específicas para a transitação de ônibus, que facilitem acesso desde as periferias até o centro das cidades, com o objetivo de facilitar o uso do transporte público, melhorando suas condições e assim incentivando o seu uso. Em decorrência disso, a transitação de veículos individuais iria diminuir, assim diminuindo o risco de acidentes, promovendo a sustentabilidade, e melhorando o custo do acesso de tais meios.