Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Atual e inquietante, os problemas enfrentados pela mobilidade urbana é motivo de preocupação no atual cenário brasileiro. Nesse sentido, tanto o aumento do uso de transportes individuais e o status assegurado por sua posse, bem como a falta de investimento em transporte público, ocasionam muito estresse por passar horas no trânsito, além de não haver espaços adequados e preservados para os cidadãos se locomoverem. Logo, medidas fazem-se urgentes para atenuar a problemática.
Em primeiro plano, nota-se que desde a política rodoviarista promovida pelo governo de Juscelino Kubitscheck, juntamente com seu incentivo e a alta valorização pelo carro fortaleceu o problema da mobilidade urbana, já que o excesso de automóveis nas ruas impedem a fácil locomoção de pedestres e ciclistas - que não possuem o devido espaço para circularem em segurança – ademais a diminuição dos impostos cobrados pelo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) facilitam a compra de carros, fazendo-os ficar acessíveis à toda população.
Por conseguinte, é perceptível a escassa linha de ônibus e de metrôs disponíveis que continuam apresentando qualidades ruins e sem conforto para o passageiro. Sendo assim, as grandes metrópoles apresentam poucas variedades de locomoção, posto isso, a aquisição de automóveis particulares fica conhecido por ser algo indispensável na vida das pessoas. À vista disso, também fica evidente o descaso do governo em fazer reformas em ciclovias e em calçadas, nas quais apresentam perigo a deficientes, idosos e para os cidadãos em geral por serem esburacadas e sujas.
Portanto, ações normativas são imprescindíveis para melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Diante disso, cabe ao governo – junto com a ajuda do ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento) que tem como objetivo a promoção do transporte público sustentável - cobrar taxas e pedágios maiores na compra e na utilização de carros para dificultar sua fácil disponibilização, e, também promover reformas nas calçadas e ciclovias para a população. Do mesmo modo, o Ministério do Transporte deve investir nos transportes públicos e ampliar a quantidade de linhas de metrô e ônibus nas cidades.