Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/11/2021
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim a sociedade é como um corpo biológico composta por partes que interagem entre si, e para esse organismo ser igualitário de coeso, é necessário que todos os direitos sejam garantidos. Por essa ótica, é indubitável que o Brasil ainda não possui políticas adequadas que assegurem uma mobilidade de qualidade para cidadão e, em simultâneo, contribua para sustentabilidade. Dessa maneira, é dever governamental realizar políticas públicas que contribuam para o transporte seguro e sustentável Em uma primeira análise é inegável que o rodoviarismo se transformou no principal modal de transporte no país por ele ter sempre sido associado ao desenvolvimento e prestígio social isso que políticas que realizavam campanhas prometendo abrir estradas e fomentar a indústria automobilista. Entretanto, a escolha de caminhões para ser o principal transporte responsável pela economia do país, pareceu adequado inicialmente por ser mais barata sua implantação, porém suas consequências ambientais podem custar para as gerações futuras. Em suma, o rodoviarismo é o modal que emite mais gás carbônico para atmosfera contribuindo para o aquecimento global. Logo, essa situação pode ser facilmente resolvida se os órgãos governamentais diversificarem os modais investindo em transportes mais sustentáveis, como o ferroviário que utiliza biogás para se locomover com uma energia mais limpa. Dessa maneira, é ideal que o governo invista em uma locomoção não apenas pelo custo beneficio, mas também pelo meio ambiente. Em uma análise mais aprofundada, é indubitável que o trânsito caótico das cidades se tornou um dos principais problemas urbanos da modernidade. Segundo o ambientalista Paul Hawken, tudo está conectado, nada pode mudar sozinho. Nesse sentido, é obvio que o transtorno relacionado a cidades é uma consequência direta da falta de planejamento urbano, já que o crescimento demográfico e a maior longevidade de vida deve ser uma situação debatida e resolvida pelos parlamentares para que as ruas suportem uma frota de veículos que tem tendencia de ficar cada vez maior. Desse modo, o incentivo a transportes alternativos, como a bicicleta, e a melhoria de transportes coletivos pode reduzir os impactos causados pelo deslocamento individual nas grandes cidades. Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre os desafios da mobilidade urbana exige soluções imediatas. Por isso, o governo, como principal responsável pela manutenção de políticas públicas, deve promover ações que tenham como principal fundamento a diversificação de modais vigentes. Assim, o investimento para crescer a indústria ferroviária pode beneficiar o meio ambiente, haja vista que o transporte recorre a uma energia mais limpa, sendo muito menos nociva e mais sustentável do que o rodoviarismo que contribui diretamente para poluição atmosférica. Somente assim, o Brasil conseguirá abandonar o passado de realizações para prestígio social e criará uma política que pensa na mobilidade e nas gerações futuras.