Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/11/2021
A Segunda Revolução Industrial foi um processo de evolução tecnológica que possibilitou a produção em larga escala de produtos, como carros e motos, resultando na circulação dessas mercadorias na sociedade e na maior integração entre regiões do planeta. Entretanto, esse grande número de automóveis existentes nas cidades brasileiras, torna-se um desafio para a mobilidade urbana na atualidade, fragilizando os direitos constitucionais nacionais.
Diante desse cenário, é notório o estímulo ao consumo na sociedade contemporânea. Nesse horizonte, de acordo com o filósofo alemão Karl Marx, no grupo social constrói-se a ilusão que a felicidade será alcançada após a compra do produto, chamado o fetichismo da mercadoria. Sendo assim, a compra de um carro perde a função de necessidade e transforma-se em status social. Consequentemente, resulta na superlotação desse meio de transporte nas áreas urbanas. Deste modo, congestionamentos e acidentes tornam-se frequentes, em detrimento da liberdade do indivíduo. Outrossim, observa-se a ineficácia das leis no Brasil. Nessa perspectiva, segundo o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, “os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Seguindo esse pensamento, é indubitável que o excesso de carros nas ruas fere a segurança e o transporte dos brasileiros, direitos garantidos no 6º artigo da Constituição Federal. Sendo assim, a independência se choca com constantes riscos de acidentes e engarrafamentos, além do estresse causado por estes, podendo afetar até a saúde mental da população verde amarela.
Urge, portanto, a necessidade de medidas para amenizar tais empecilhos. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente com as Secretarias Municipais de Trânsito, investirem em transportes públicos, como ônibus e metrôs, para que a circulação de veículos pessoais diminua, com intuito de garantir um transporte seguro a todos. Além da criação de rodas de conversa nas instituições escolares para conscientização dos alunos sobre o uso de automóveis apenas para necessidade e não para a ascensão social. Por conseguinte, espera-se que, futuramente, a sociedade se apresente mais justa, democrática e com áreas urbanas organizadas