Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/11/2021

Na década de 1950, o governo de Juscelino Kubitschek, com seu plano rodoviarista, implantou no Brasil o projeto “50 anos em 5”, visando a urbanização acelerada e um maior investimento na indústria automobilística. Por muitos anos, essas características foram essenciais para a locomoção de pessoas e mercadorias, porém, atualmente tudo isso se encontra em excesso, trazendo diversos prejuízos à mobilidade urbana, ocasionados pela irresponsabilidade da sociedade e pela falta de debate em torno do assunto.

De acordo com Sartre - filósofo francês - o ser humano deveria escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. Entretanto, percebe-se uma falta de responsabilidade social ligada às maneiras de transporte, visto que, de acordo com o ‘SINDÔNIBUS’, a maioria da população opta por utilizar carro próprio no dia a dia, sem levar em consideração as poluições e congestionamentos ocasionados por cada carro.

Em outro ponto, analisa-se também a lacuna nos debates sobre outras alternativas viavéis de transporte e isso relaciona-se diretamente com a fala do filósofo Foucault sobre alguns temas serem silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Uma vez que, no Brasil, os transportes públicos são, em sua maioria, utilizados pela população de baixa renda, os mais ricos não tem interesse em melhorá-los, esquecendo que também serão muito prejudicados com as consequências ambientais geradas pela poluição e pelos estressantes engarrafamentos diários.

Afim de diminuir o número de veículos circulando pelos grandes centros, o Ministério da Infraestrutura deve, através de redirecionamento dos investimentos, aumentar tanto a frota quanto a qualidade dos transportes públicos, além de comandar campanhas de conscientização para elevar a adesão da classe média/alta, com o objetivo de diminuir significativamente o número de automóveis nas ruas.