Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 07/02/2022

Com a chegada das primeiras montadoras ao Brasil no século XX, a circulação pelas cidades ficou mais fácil devido à eficiência dos automóveis. No entanto, essa facilidade no deslocamento não se manteve no século XXI, uma vez que a mobilidade urbana no país vem enfrentando muitos desafios. Nesse sentido, faz-se necessária uma análise sobre as causas desse problema, dentre as quais se destacam a ineficiência dos serviços de transporte público e o planejamento urbano inadequado das cidades.

Em um primeiro plano, deve-se destacar que a ineficácia dos transportes públicos em atender às demandas da população contribui para manter os engarrafamentos nas vias. Isso se dá, porque o péssimo serviço fornecido por esses meios de transporte incentiva as pessoas a optarem por adquirirem seus próprios veículos, a fim de se deslocarem de forma mais confortável e rápida. Esse fato se confirma pelo aumento do número de automóveis em 28,6 milhões entre 2008 e 2018, segundo o Mapa da Motorização Individual no Brasil. Contudo, as ruas e rodovias não são ampliadas na mesma medida em que o número de carros circulando aumenta e, por isso, os congestionamnetos se mantém.

Ademais, é igualmente importante apontar que o planejamento urbano do país tem como base o projeto de rodoviarismo do presidente Juscelino Kubitschek. Esse projeto, por priorizar a construção de vias para circulação de automóveis, não deu a atenção necessária para outras modaliddes de transporte como os trêns, metrôs e até mesmo bicicletas. Assim sendo, hodiernamente, verifica-se que essa distribuição desigual entre os modais mostra-se insuficiente para dar vazão ao fluxo de pessoas, carros e motocicletas nas cidades, de modo que um simples acidente já é suficiente para obstruir as vias e, em casos extremos, gerar engarrafamentos quilométricos, como ocorreu em São Paulo em 2020, quando a capital paulista apresentou 18 Km de engarrafamento, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego ( CET ).

Portanto, são neccessárias medidas capazes de melhorar o deslocamento nas cidades do país. Dessarte, com a finalidade de atender às demandas de mobilidae da poulação e incentivar as pessoas a não comprarem mais carros, os governos federal, estadual e municipal, em trabalho conjunto com as empresas privadas, devem investir em melhorias e na ampliação das frotas de ônibus. Paralelamente, a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, em parceria com construtoras, deve usar o dinheiro público para ampliar as malhas rodoviária, ferroviária e metroviária bem como construir mais ciclovias de modo a aumentar a vazão do fluxo de circulação nas cidades. Dessa forma, os cidadãos poderão se deslocar com maior facilidade e conforto e não ficarão mais presos em engarrafamentos.