Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/04/2022

O filme " Carros" da Disney, companhia multinacional estadunidense de mídia, retrata o cotidiano das estradas e a vida dos personagens, os carros, e ainda reflete o declínio da mobilidade social. Em consonância com a realidade, o ser humano se tornou dependente de um meio de locomoção, o que gerou uma intensa competição no mercado capitalista para produzir cada vez mais veículos. Dessa maneira, percebe-se a preferência do Brasil pelo modal rodoviário seja pelo baixo custo de investimento, seja por razões históricas do país.

Nessa perspectiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 60% da população têm um carro por família e diz ser o meio de transporte mais econômico, visto que o país deixa de investir em tecnologia nos outros modais, o que resulta no aumento do preço destes. Consequentemente, para uma população formada, majoritariamente, pela classe média e baixa o custo em optar pelas rodovias e não outros meios como o aéreo, se tornam benéficos e estão diretamente relacionados com o inchaço de veículos nas ruas.

Paralelamente à preferência do Brasil pelas rodovias, está a influência do seu passado histórico. E segundo palavras de Thomas Hobbes, importante filósofo inglês: “o homem é o lobo do homem.”, faz referência com o governo de Juscelino Kubitschek, em 1956, onde houve um grande investimento e incentivo automobilístico e rodoviário com o Plano de Metas, à fim de contribuir para o transporte de cargas pesadas da época. Todavia, ainda no século XXI prevalece o modal rodoviário no Brasil e surge problemas urbanos como o intenso tráfego, principalmente nas grandes metrópoles de Rio de Janeiro e São Paulo, a falta de agilidade no trânsito e a crescente poluição atmosférica.

Fica exposta, portanto, a necessidade de uma mudança no principal modal de transporte brasileiro. Para isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura juntamente com o legislativo promover uma reforma nas rodovias, por meio de campanhas de incentivo à mobilidade urbana sem veículos e investimentos na estrutura das rodovias. Para assim, contribuir tanto para a redução do inchaço no trânsito, quanto para a saúde da população, ademais o aumento da mobilidade social.