Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/04/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos a qualidade de vida como princípio inerente ao indivíduo. No entanto, percebe-se que, na atual situação brasileira, infelizmente, não há cumprimento dessa garantia, o que configura um problema a ser mitigado, haja vista a imobilidade urbana. Dessa forma, alguns obstáculos desse são: a negligencia estatal e a desigualdade social.

Nesse cenário, é relevante entender a inoperância do Estado como uma das razões que fazem perpetuar o dilema. Nesse contexto, quando o governo torna incapaz de cumprir com seus deveres, impacta diretamente no bem estar social, pode-se mencionar, por exemplo a precariedade nos transportes coletivos, lastimavelmente, impactando na maior procura pela aquisição de se ter o próprio automóvel, favorecendo o processo de carrocracia, supremacia dos carros nos espaços das cidades, influenciando em ilhas de calor, poluição e principalmente o trânsito. De acordo com pesquisa divulgado pelo jornal gazeta do povo, o brasileiro gasta 32 dias por ano no trafego. Logo, o governo torna-se inoperante diante a ineficácia em garantir a mobilidade urbana, prejudicando o desenvolvimento do país.

Ademais, outro aspecto que é válido ressaltar é a desigualdade social. Nessa conjuntura, no período de colonização no Brasil, a população de baixa renda foi afastada dos grandes centros. Nesse viés, na circunstancia do país atual, a parcela mais pobre da sociedade encontra-se às margens, onde há escassez de infraestrutura, bem como as condições de mobilidade urbana. Tendo em vista, a insuficiência das políticas públicas, em garantir a inclusão social. Além disso, por morarem afastadas do centro, que concentra os postos de trabalho e educação, tem-se e a necessidade dê diariamente passar por processos de deslocamento mais longos, o que gera, drasticamente, uma má qualidade de vida. Desta maneira, deploravelmente, a imobilidade soma-se aos demais direitos negados à população marginalizada.