Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/06/2022

No governo de Juscelino Kubitschek, foi iniciado a indústria automobilística no Brasil, o qual tinha o objetivo de iniciar a produção de automóveis nacionais. Entretanto, com o início desse processo, não houve a criação de um plano de mobilidade urbana, causando problemas até então. Dessa forma, é notório diversos impasses presentes nas cidades devido as dificuldades de locomoção e compartilhamento de espaços urbanos para transportes públicos e ciclistas, bem como a carência de serviços de qualidade e infraestrutura para tais meios.

Em primeiro plano, cabe salientar a falta de ciclovias e os problemas enfrentados pelos ciclistas em meio urbano. Segundo dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, a cada 10 mortos no trânsito da capital, um é ciclista. Logo, nota-se a constante negligência sofrida por pessoas que andam de bicicleta, visto que há uma hostilidade e dificuldade por parte dos carros e ônibus em dividir estes espaços com outros veículos, uma vez que tem maior ocupação do espaço. Assim, tornando-se necessário a construção e integração de ciclovias e ciclofaixas nas pistas para que ocorra a inclusão correta e segura de bicicletas nas cidades.

Nesse contexto, cabe também discutir as baixas qualidades e alternativas de transportes públicos. De acordo com a pesquisa realizada pela Ideia Big Data, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas de ônibus muito negativa. Destarte, enquanto as grandes cidades e capitais possuem mais tipos de transportes públicos, não é uma realidade em cidades pequenas com menor capacidade de infraestrutura. Devido a isso, o ideal seria investir em melhorias nesses veículos e seus serviços prestados, para um melhor funcionamento. Posto que as redes de transporte coletivo sofrem com diversos problemas, sendo as lotações, atrasos, assédio e a falta de segurança apenas alguns deles.

Portanto, urge que o Ministério da Infraestrutura amplie e construa longas ciclovias e ciclofaixas para os ciclistas, por meio de planejamentos corretos e seguros dessas vias, para uma maior integração da bicicleta na mobilidade urbana. Assim como melhorar os serviços de transportes públicos, como ampliar faixas exclusivas para ônibus, gestão eficiente para diminuir a lotação e entre outros, através de investimentos nessa área, a fim da melhoria da mobilidade coletiva.