Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/07/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a mobilidade urbana no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do uso excessivo do carro individual quanto das falhas históricas no planejamento urbano das cidades. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Vale analisar, como fator primordial, que o uso excessivo de carros individuais deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo John Locke, por meio do seu contrato social, afirmou que o bom funcionamento da sociedade se mostra como resultante do exercício governamental em garantir direitos essenciais aos cidadãos, todavia, isso não ocorre no Brasil. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar as falhas históricas no planejamento urbano das cidades como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a expansão desenfreada e desordenada das cidades contribuiu para a perpetuação desse quadro deletério. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a carência de visibilidade dada à questão, a problemática se mantém no Brasil.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Destarte, com o intuito de mitigar a problemática, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, será revertido em desestimular o uso do carro ampliando os impostos sobre veículos particulares e combate governamental à expansão urbana desordenada e incentivos à criação de novos bairros autossuficientes. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.