Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/09/2017
Com o advento do governo de Juscelino Kubitschek,em 1956,houve a instauração do modelo rodoviarista objetivando integrar as diversas regiões do Brasil.A partir disso,tem-se a predominância do transporte rodoviário no pais,o que ocasiona,nas grandes cidades,em engarrafamentos nas vias mais movimentadas.Na contemporaneidade,o crescente número de automóveis individuais em consonância com a ausência de investimentos em transportes alternativos e coletivos são fatores que corroboram para péssima mobilidade urbana no Brasil.
Como ponto inicial de reflexão,é imperioso analisar as razões pela qual há uma intensa quantidade de carros no país.Desde do chamado “american way of life”,ocorrido no período entre guerras,tem-se a ilusão de que para atingir a felicidade é preciso consumir.Nesse sentido,hodiernamente, conquistar o carro próprio é desejo de todos,sendo inclusive utilizado como parâmetro de status socioeconômico.Além disso,incentivos governamentais,como a redução do IPI,facilitam a conquista do automóvel.Como evidência disso,dados de uma pesquisa divulgada pelo jornal “Folha de São Paulo” em 2015 ,mostra que o número de carros no Brasil cresce cerca de 15% ao ano.
Outrossim,o transporte rodoviário sendo,praticamente,o único usado no Brasil agrava os problemas na mobilidade urbana.Observa-se que o governo brasileiro não investe no setor ferroviário visto que apenas algumas cidades do país possuem metrô,mesmo estando em péssimas condições.Em países,como Japão e Noruega,é evidente a eficiência do transporte público pelo elevado investimento em metrôs subterrâneos e trem-balas,que são extremamente rápidos e não causam trânsito.Sendo assim,é notório a importância de diversificar e investir em outros tipos de transportes públicos.
Dessa forma,medidas são necessárias para o restabelecimento da mobilidade urbana no Brasil.Sendo assim,ás entidades governamentais,cabe,pela união dos três poderes estatais,investir uma maior parcela do dinheiro direcionado ao transporte na construção de metrôs e trem-balas,além da melhoria das condições dos ônibus.Ademais,o Ministério da Educação e Cultura deve ,juntamente com a mídia,dispor de palestras e propagandas televisivas formuladas por especialistas na área locomotiva que explicitem não só os impactos no trânsito gerados pelo consumo excessivo de carros ,como também os benefícios propiciados pelo transporte de veículos não motorizados,como as bicicletas,objetivando diminuir o inchaço nas rodovias das metrópoles.