Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/09/2017
A partir da década de 1950, o Brasil avançou para o maior acesso aos meios de transporte privativos, dado o considerável aumento na malha rodoviária que foi promovido pelo governo de Juscelino Kubitschek. Entretanto, nos dias atuais a dificuldade de locomoção põe em risco os investimentos, o trabalho e a atividade socioeconômica do país.
Durante os anos de governo JK, o fomento à indústria de automóveis e o favorecimento a produção em larga escala, acompanhou o crescimento vertiginoso que se dava internacionalmente, a exemplo de Henry Ford e sua atuação global. Todavia, a infraestrutura brasileira contava com uma diversificação por deter também o transporte ferroviário, que dinamizava o transporte de cargas e de passageiros no território extenso.
Desse modo, a mobilização urbana no país sofreu grande perda nos anos da ditadura militar, onde a destruição de diversas ferrovias ainda detém forte questionamento sobre os financiadores do regime. Destarte, na contemporaneidade e com o aumento do poder de compra dos consumidores nos últimos anos, fizeram com que a infraestrutura e o planejamento estratégico insuficiente causassem forte euforia nas famílias que não encontravam no transporte coletivo segurança ou qualidade.
Portanto, evidentes as causas do problema da mobilidade, o que deve ser feito não está restrito à esfera da conscientização. Outrossim, os efeitos devem ser tratados por políticas públicas na aquisição de ônibus que tenham sua manutenção garantida exclusivamente na esfera dos governos; estaduais e municipais, além da emergência na recuperação e construção das ferrovias, algo que tenderia a uma melhor planificação da logística diminuindo caminhões em curtas e médias distâncias. Por isso, uma atuação coletiva e na esfera dos governos precisam garantir esse funcionamento, acabando com as dúvidas em processos licitatórios e contribuindo para uma melhor fluidez das cidades.