Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/09/2017
O caos da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras é reflexo das políticas públicas do passado. O incentivo automobilístico no governo de Juscelino Kubitschek e a industrialização Pós-Segunda Guerra Mundial contribuíram para o atual quadro. Isso gera problemas ambientais e socioeconômicos . Dessa forma, o Brasil deve investir em transportes de baixo impacto, tanto para reduzir problemas como aquecimento global como para melhorar a saúde da população.
Com o surto industrial, no Brasil, as infraestruturas ocorreram de forma rápida e desordenada, o que gerou dificuldade ao deslocamento nas cidades. O quadro se agravou quando impostos para adquirir automóveis foram reduzidos por JK e, assim, a sociedade consumista se elevou. Além disso, com o passar dos anos, a renda mensal dos brasileiros aumentou e muitos optaram pelo veículo privado em detrimento do coletivo, que é precário.
Assim, problemas como poluição atmosférica, sonora, os congestionamentos e a violência no trânsito ganharam maiores dimensões. O planeta passou a demonstrar sinais de fragilidade em relação a gases lançados na atmosfera e a sofrer com o aquecimento global, que desequilibra a natureza. Ademais, são constantes os casos de mortes no trânsito, seja por acidentes seja por falta de estrutura urbana. Fora isso, o estresse compromete a saúde da população e reduz a expectativa de vida.
É por isso que o transporte coletivo e o particular de baixo impacto, como a bicicleta, aparecem como as alternativas mais viáveis. Além de agredir menos o ambiente, a bicicleta colabora para vida saudável e ativa dos usuários, pois os faz abandonar o sedentarismo e os ajuda a reduzir os índices de poluição. Mesmo que o governo não invista tanto em ciclovias e ferrovias, a população deve priorizar a mobilidade sustentável, pois a bicicleta é considerada índice zero de poluição e os metrôs transportam muitas pessoas como menos emissão de poluentes.
A redução da frota de veículos que congestionam as vias públicas é indispensável para qualidade de vida. Segundo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Assim, escolas junto à família são primordiais na educação de crianças e jovens, não só com a conscientização individual, mas com o desenvolvimento de projetos sociais para proteger o ambiente. Somem-se a isso os investimentos do Ministério dos Transportes para zelar e melhorar a fluidez do tráfego. Logo, a sustentabilidade seria atingida.