Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/09/2017
É indiscutível que, diante as grandes questões que assolam o século XXI, a mobilidade urbana, no Brasil, apresenta-se como um desafio a ser vencido. Desde a implantação de uma política automobilística, por Juscelino Kubitschek, no século XX, o número de automóveis circulando nas cidades obteve um aumento significativo. Tendo isso em vista, Grandes engarrafamentos são fatores que afetam, diretamente, trabalhadores das grandes cidades, bem como, uma grande quantidade de alunos que sofrem dificuldades em sua mobilidade cotidiana.
A fluidez com que o trânsito brasileiro se encontra, na maioria dos centros urbanos, apresenta-se ineficaz. Logo, engarrafamentos, estresse e poluição (tanto visual, quanto sonora) tornaram-se comuns no cotidiano de uma grande quantidade de trabalhadores que se deslocam, muitas vezes, de áreas periféricas para os grandes centros urbanos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na cidade de São Paulo, que contém cerca de 11 milhões de habitantes, concluiu que, mais da metade dos trabalhadores não estão satisfeito com a mobilidade urbana da cidade queixando-se de pouco tempo de descanso, consequentemente, uma diminuição no desenvolvimento nas fabricas e sérios problemas de saúde.
Outrossim, a locomoção da população nas vias das grandes cidades brasileiras e suas problemáticas, não está restrita apenas aos trabalhadores, mais também ao diversos estudantes, principalmente de escolas públicas. Inúmeras são as realidades de jovens e adolescentes que, pra adquirir um maior conhecimento, necessitam deslocar-se para as outras áreas das cidades. Todavia, as condições que os estudantes precisam passar ocasiona um desgaste mental prejudicando o processo de ensino-aprendizagem oferecido pelas escolas em geral. Transportes degradados, longa distância, alta temperatura, longo tempo de viagem, poluição sonora, entre outros… São algumas das dificuldades sofridas por uma grande parte dos estudantes brasileiros diariamente. Sendo assim, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse e qualificas mais a vida dos brasileiros.
Destarte, é preciso promover ações que realmente possam alterar esse quadro. Em primeiro momento, é imprescindível criar, por parte dos agentes midiáticos em conjunto com os poderes municipais educacionais, projetos de conscientização da importância de diminuir o uso de automóveis e aumentar as práticas esportivas de ciclismo e caminhada. Ademais, faz-se necessário que o poder municipal responsável pelo andamento das obras públicas realize projetos criando ou até mesmo aumentando áreas de ciclovias, dando assim uma maior segurança aos novos adeptos a esse novo estilo de vida. Talvez assim pudéssemos, gradativamente, eliminar a problemática.