Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 11/09/2017

A política do rodoviarismo implementada pelo governo de Juscelino Kubitschek deu início a uma cultura de hipervalorização de transportes desse âmbito no Brasil. Nesse sentido, hoje, o deslocamento do cidadão ainda é problemático, pois devido ao excesso de carros e ônibus nas ruas, o trânsito é cada vez maior. Desa forma, a mobilidade urbana no Brasil é precária e gera consequências para o bem-estar do indivíduo e desenvolvimento socio-econômico da nação.

Em uma primeira análise, cabe comentar que a dificuldade de locomoção nas cidades é causada pelo uso excessivo de carros. Isso ocorre, pois o transporte público, na maioria das vezes, apresenta muitos problemas, como lotação e falta de conservação — estão quebrados ou sem ar-condicionado. Dessa maneira, as pessoas acabam optando pelo automóvel privado a fim de evitar tais situações, além desse também ser um produto que representa status social e poder — por causa da ascensão do pensamento consumista influenciado pelo capitalismo. Sob essa ótica, quando o filósofo Rousseau afirma que o governo e a população possuem um contrato social que garante a segurança e os direitos da nação, espera-se que tal teoria seja exercida nesse quadro brasileiro, porém isso não acontece.

Além disso, a dificuldade da mobilidade urbana também causa impasctos negativos no desenvolvimento psicossocial dos indivíduos. Essa situação ocorre, pois o trânsito nas ruas gera estresse nas pessoas, o que muitas vezes impacta no rendimento desse cidadão no trabalho ou estudo. Isso acontece devido às poucas opções de transporte ferroviário, causando a superlotação das rodovias. Sob esse prisma, o psicólogo Abraham Maslow explica que, para o indivíduo exercer suas atividades diárias de maneira eficaz, o descanso é indispensável. Essa necessidade, então, está sendo prejudicada nesse cenário.

Torna-se evidente, portanto, que a mobilidade urbana brasileira falha prejudica a vida em sociedade. Nesse viés, é importante que o Poder Executivo invista no aumento da oferta de meios de transporte — para que deixem de ser limitados as opções rodoviárias — por meio da ampliação da malha ferroviária. Outra medida necessária é que as Prefeituras melhorem o trânsito nas cidades implantando o rodízio de placas nas principais metrópoles visando a redução do número de carros nas ruas. Somente assim, a hipervalorização do automóvel rodoviário implementada no governo de JK começará a diminuir