Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2017
Caminhos drummondianos
‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’ análogo a frase de Carlos Drummond, convive-se, com ‘‘pedras’’ sociais que barram o caminho para plena mobilidade urbana, na atualidade. Nesse sentido, mediante fatores socioeconômicos e morais a problemática da falta de planejamento das cidades junto a comodidade da população, infelizmente, faz-se presente no Brasil - sendo uma ‘‘pedra’’ de caráter retrogrado a ser retirada do caminho.
Mormente, a ausência de planejamento das cidades tornou-se problemática socioeconômica , a qual colaborou para inacessibilidade dos meios urbanos atuais. Isso porque, grandes capitais como São Paulo, não foram planejadas para o ‘‘boom’’ demográfico que ocorreu no ,século xxi, com o êxodo rural de nordestinos para as metrópoles. Dessa forma, a falta de políticas públicas e infraestrutura para o devido alocamento de tais populações imigrantes gerou uma super lotação das capitais,que convivem com a precária mobilidade dos transportes coletivos,bem como com o caos de engarrafamentos; assim, essas barreiras impedem a sociabilização aos meios socias, culturais e econômicos de parte da população que dependo do translado público.
Além da questão de planejamento urbano, outra ‘‘pedra’’ que barra o caminho á mobilidade urbana é o pensamento comodo e consumista da população de classe média alta. Nesse ínterim, a maciça preferência pelo uso do transporte individual é consequência do veloz dia a dia capitalizado, velocidade a qual precários ônibus e metros não conseguem acompanhar, permitindo o aumento da velocidade com que indústrias de carros vendem facilmente a população. Isso pode ser observado, no aumento em 9 vezes da frota de carros no país entre 2001 e 2011, segundo jornal O Globo. Dessa forma, o caos no trânsito é semelhante a formação das rochas sedimentares; união de pequenas ‘‘pedras’’ que formam uma grande estrutura geográfica - assim um carro que roda a mais nas ruas unidos aos outros que transitam ajuda a problematizar toda uma formação civil.
Destarte, as ‘‘pedras’’ da falta de planejamento municipais e da preferência pelo transporte indivdual devem ser retiradas do caminho. Logo, é fator impar que as prefeituras façam um controle da frota de carros; através da numeração das placas que podem circular em determinado dia, a fim de controlar o ‘‘boom’’ do trânsito e graves problemas ambientais de emissão de CO2. Ademais, companhas publicitarias junto a iniciativas Estaduais podem incentivar o transporte sustentável com bicicletas para alugar em pontos específicos das cidades. Assim, abrir-se-á caminhos para plena mobilidade, deixando um legado de que Carlos Drummond se orgulharia.