Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/09/2017

“A mente que se abre a uma nova ideia, jamais retornará ao seu tamanho original”. É nessa linha de pensamento do físico Albert Einstein, que a sociedade brasileira necessita de uma “nova ideia” em relação a mobilidade urbana. Diante disso, existem alguns fatores que impedem o desenvolvimento desse setor, entre eles, a inoperância dos transportes públicos e o exorbitante número de carros nas vias urbanas.

Em primeira análise, o transporte urbano brasileiro, em maioria, encontra-se em estágio degradante - veículos em condições ruins, com passagens caras e ônibus frequentemente lotados, além do grande tempo de espera nos pontos de ônibus. As manifestações de 2013 no Brasil é representativo do descontentamento da sociedade para com o transporte público. Mais do que simplesmente insatisfeita com o aumento do preço das passagens, a população também se queixa da qualidade dos serviços prestados em todo o país. Além disso, o exorbitante número de carros nas vias públicas é um problema para o bom funcionamento do trânsito, causando por exemplo, o engarrafamento. Segundo o IBGE, a população das grandes cidades destina cerca de uma hora e meia para percorrer o trajeto  de casa para o trabalho.

Nessa perspectiva, o maior investimento em ciclovias e ciclofaixas como alternativas adotadas por alguns governos, como o de São Paulo, feito para minimizar os problemas no trânsito. Outras alternativas, como VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) e BRT (ônibus de trânsito rápido - sigla em inglês) - foram implantadas no Rio de Janeiro antes das olimpíadas. No entanto, observa-se o descumprimento das melhorias propostas para cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil e para as Olimpíadas.

Portanto, o governo deve promover uma reforma urbana através da efetivação da Lei de Mobilidade Urbana com objetivos de melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos municípios, e integrar os diferentes modos de transporte. A legislação, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que foi sancionada em 2012, deve dá prioridade à qualidade dos meios de transporte não motorizados e do serviço público coletivo, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbano. Ademais, o governo Estadual aliado ao Municipal devem promover a ampliação de ciclovias e ciclofaixas, assim como por meio do barateamento do valor dessas bicicletas, a utilização desse modal e o maior investimento em metrovias e ferrovias por meio de parceria público privada (ppp), melhorando assim, a mobilidade urbana no país.