Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2017

A melhoria na renda da população de classe social baixa, propiciou o acesso aos bens de consumo, antes restritos á classe alta, como os automóveis. Embora, tenha sido uma conquista para melhoria da qualidade de vida dos mais carentes, esse acesso aos carros impactou de forma negativa a mobilidade urbana, pois aumentou consideravelmente a frota de veículos nas vias, prejudicando assim a plena circulação.

Na década de 1950, devido ao desenvolvimento da industrialização, foi necessário á realização da integração do território, incluindo á implantação de uma rede de transportes articulada por todo Brasil. Nesse sentido, o Governo JK investiu intensivamente na política rodoviarista, construiu importantes vias e trouxe ao país a indústria automobilística. Apesar, de ter sido importante para o desenvolvimento econômico da nação, a priorização do modal rodoviário contribui para existência do cenário de engarrafamentos, lentidão e dificuldade de mobilidade contemporânea.

Além disso, a baixa qualidade e ineficiência do transporte público, contribui para perpetuação e intensificação da problemática da locomoção. Uma vez que, por causa da má qualidade dos serviços prestados, altos preços das passagens, lotação acima da permitida e ausência de linhas para certas regiões ,a população opta pelo uso dos veículos  individuais, em detrimento do coletivo. Aumentando, assim, o número de carros e diminuindo o fluxo nas vias urbanas.

Fica evidente, portanto, que medidas efetivas devem ser implementadas para que a circulação urbana flua de modo eficaz e seguro, melhorando assim a qualidade de vida da população. Logo, cabe ao Estado investir na diversificação dos modais, ampliando a rede ferroviária por todo território. Ainda, o Ministério do Transporte deve realizar uma parceria com a iniciativa privada, com o objetivo de transformar o transporte coletivo em uma opção atrativa e eficiente  á sociedade, realizando manutenções periódicas, aumentando as linhas existentes, fiscalizando o número de passageiros e estabelecendo um teto justo, para reajustes nas passagens.