Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/09/2017

Governar é descongestionar as vias                                                                                Falta de segurança, desconfortabilidade e incômodos, palavras que podem definir muito bem a qualidade dos transportes públicos do Brasil na contemporaneidade, não é de se esperar que as pessoas que acabam por possuir melhores condições de vida optem por dispor do seu próprio transporte automotivo, fazendo a quantidade de carros praticamente sufocar a quantidade de rodovias. Além disso, as condições das rodovias não facilitam a locomoção, rodovias essas que cobram pedágios caríssimos e apresentam péssimos estados. Portanto, como um problema tão abrangente, que afeta o Brasil inteiro pode ser resolvido?

No Brasil, cerca de mais da metade dos transportes públicos são rodoviários, isso se deve a um fato importante e histórico no cenário do século XX que era fundamentalmente rodoviarista, pode-se usar como exemplo o governo de Washington Luís que tinha como princípio a frase “Governar é abrir estradas”. Por mais que seja um meio de transporte dominante não é o mais recomendado, devido ao alto custo da manutenção e de operacionalização tornando a realidade dos transportes bem precárias.

A má condição faz o público optar por ter seu carro próprio, lotando as vias e gerando numerosos e ininterruptos congestionamentos, uma pesquisa afirmou que em cidades do Brasil existem menos de dois habitantes para cada carro, isso devido a facilidade de se obter empréstimos e financiamentos cedidos para influenciar o público a se adaptar ao meio. Não se pode deixar de mencionar a necessidade de obtenção de status perante um capitalismo quase predatório, onde a quantidade de carros que a pessoa possui ou até mesmo a marca realmente importa.

Logo, é evidente que há diversos problemas gerados pela superlotação de carros nas vias, fazendo uma pessoa demorar o dobro de tempo para chegar ao local desejado e agravando ainda mais problemas de saúde da população, como os respiratórios. Para que se diminua essa situação-problema é necessário que haja mais investimentos nos setores de transporte público, tornando-os mais agradáveis e atrativos a população, além disso a criação de ONGs para incentivar o uso de bicicletas é muito importante até mesmo para a diminuição de gases poluentes. Outro meio mais caro mas necessário é o investimentos em modais diferentes para transporte de pessoas viabilizando não sobrecarregar apenas o rodoviário.