Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2017
Os desafios da mobilidade urbana são uma realidade na vasta maioria do território brasileiro. De fato, enquanto países da Europa e os EUA passavam pela revolução industrial, o Brasil manteve focado na sua “vocação” - de acordo com a política da época - pelo mercado primário que exigia pouca infraestrutura e com isso começou uma disparidade, em termos de infraestutura, que persiste até o século XXI. Devido aos prejuízos tanto ao dia a dia do indivíduo, quanto a economia nacional, é imprescindível investir na área.
Vale destacar, em primeira análise, como a mobilidade debilitada, em nossos grandes centros, prejudica a economia. Esse é um dos principais fatores que contribuem para o conhecido conceito geográfico do chamado custo Brasil, cujas mazelas afastam o investidor e tem como consequência um mercado pouco dinâmico. Portanto, não restam dúvidas acerca da necessidade de o Governo investir recursos na área.
Outrossim, é possível analisar a base do problema como consequência de um ciclo vicioso no qual parece que a nação está presa. Com o predomínio de uma sociedade que valoriza o carro, poucas pessoas dão preferência ao transporte público que como consequência é de baixa qualidade e por ser de baixa qualidade poucos o preferem. Ao afirmar que “para mudar o mundo você precisa antes mudar sua cabeça”, o músico Jimi Hendrix corrobora a ideia que é necessário mais que capital para reverter esse quadro.
É necessário, dessa forma, revolucionar tanto a esfera da população civil quanto a governamental. Cabe aos Municípios o investimento em transportes de massa, como o metro e ônibus, diminuindo o trânsito e o custo Brasil a ele atrelado. Não menos importante, o Ministério dos Transportes deve se valer da abrangência da televisão para estimular o uso de transporte público e quebrar o ciclo vicioso que o assombra. Apenas se a população aderir ao apelo uma mudança real poderá ocorrer.