Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/09/2017
Na segunda metade do século XX, com o incentivo de Juscelino Kubitschek, houve na industria automobilística brasileira aumento expressivo no número de veículos no país, onde com os anos tornou-se um desafio lidar com a mobilidade urbana, que, com a má administração da quantidade de carros nas ruas, aliado a péssima qualidade dos transportes públicos tornam a questão um problema de utilidade púbica.
Esse cenário é ocasionado pelo desinteresse das autoridades políticas em administrar efetivamente o limitado espaço urbano que, com o aumento do número de carros superlotam as avenidas das grandes cidades. Esse aumento de veículos gera transtorno, já que, a população perde horas no trânsito, submetida a altas taxas de poluição. Segundo o Uol, um paulistano fica por ano, em média, 45 dias no trânsito, o que só reflete o cenário caótico em que a mobilidade urbana brasileira se tornou.
Comprova-se, por visões empíricas que os desafios da mobilidade urbana no Brasil tem afligido o âmbito social contemporâneo ao submeter a sociedade, principalmente a mais pobre, a transportes públicos precários, sem as condições mínimas para locomoção. Em Campinas, ônibus são encontrados com bancos enferrujados, pneus carecas, há superlotação, e tudo isso revolta a sociedade que ainda precisa pagar por falta de opção. Na Inglaterra a maioria da população usa transporte público, já que há qualidade e conforto, e são ensinados desde cedo a usufruir do mesmos, com isso, o trânsito melhora consideravelmente, e beneficia toda população, 1 ônibus transporta o equivalente a 56 carros, e só corrobora nos vários benefícios para todas as parcelas da sociedade, com menos emissão de gases poluentes e trânsito mais fluido.
Portanto, diante da má administração e dos transportes públicos precários, é preciso que as prefeituras municipais melhorem a qualidade dos meios públicos de locomoção, com fiscalização em ônibus, trens e metrôs, multando empresas que estiverem com veículos precários, a fim de promover o bem estar da população. É interessante também o investimento dos governos estaduais em metrôs e trens intermunicipais, para promover locomoção rápida dos usuários, logo, haverá incentivo para população usarem transportes públicos desafogando o trânsito. As escolas devem, desde cedo, trabalhar nos jovens através de palestras e seminários, a quebra do preconceito que muito tem de usar transporte publico. Dessa forma, melhorar-se-á gradativamente a mobilidade urbana no Brasil.