Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/09/2017
A mobilidade urbana, na segunda metade do século XX, foi impulsionada pela Revolução Indústrial, sendo intensificada na época pela política de Juscelino Kubitschek, onde foi investido milhões de reais em vias e rodovias, com objetivo de atrair indústrias automobilísticas, que por fim, gerariam empregos e receita para o governo. Porém, a salvação do século XX, se tornou o pesadelo do século posterior, em razão do aumento drástico do trânsito, principalmente em grandes cidades, resultando na emissão de gases poluentes e, no falho transporte coletivo, como o ônibus.
Segundo jornais de âmbito nacional, como O Globo, entre os anos 2000 e 2010, a frota de automóveis cresceu cerca de 400%, enquanto as vias e rodovias continuaram as mesmas, fator fundamental para o congestionamento que, consequentemente gerou grande quantidade de gases poluentes, aumentando o índice de indivíduos com doenças respiratórias, como bronquite e asma, assim, diminuindo a expectativa de vida do brasileiro. Também é possível notar em grandes centros, como São Paulo e Pequim, uma fumaça branca, comumente chamada de Smog, que significa má qualidade do ar.
Além disso, o falho transporte coletivo é resultado de uma influência governamental, cujo foco era o aumento da venda de automóveis particulares, que resultou em uma alta oferta para pouca demanda dos ônibus, levando ao mal funcionamento, pois movimentava-se pouco dinheiro, enquanto cobrava-se caro para mantê-los funcionando, ocasionando um déficit para às companhias de ônibus, obrigando-as a aumentarem a tarifa, privando indivíduos que não possuem poder aquisitivo de usar o transporte coletivo.
Portando, para que esse cenário problemático se reverta, é necessário através de programas educativos, o Ministério da Saúde, junto com a mídia e ONG’s, divulgar as doenças que estão sendo desenvolvidas com a poluição e, suas consequências, estimulando o uso do transporte coletivo. Também é de suma importância o investimento dos prefeitos em vias e rodovias, para que os ônibus possam circular com mais tranquilidade, eficiência e pontualidade, fator que é bastante considerável para quem utiliza o transporte coletivo, assim, com o aumento da demanda, as tarifas diminuiriam.