Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/09/2022
No governo de Juscelino Kubitschek, foram contruídas as rodovias, como uma forma rápida e barata de ligar o país de ponta a ponta. Porém, apesar dos pontos positivos, atualmente, o trânsito excessivo tem se tornado um problema no Brasil, causado pela precariedade dos transportes públicos e pela falta de estrutura que permita o uso de outros meios de transporte.
Os transportes públicos, como ônibus e metrôs, são alternativas inteligentes para a diminuição do fluxo de trânsito, pois, enquanto um carro comporta apenas 5 pessoas, os ônibus chegam a acomodar até 10 vezes mais. Entretanto, o sistema de transportes públicos brasileiro se mostra ineficaz em vários sentidos: valores exagerados nas passagens, horários irregulares, e, principalmente, falta de segurança. Prova disso é que, segundo ao G1, 97% das mulheres já sofreram algum assédio nesses meios de locomoção. Por esses e outros motivos, os indivíduos preferem utilizar seus próprios carros, mesmo tendo que enfrentar engarrafamentos.
Ademais, a falta de estrutura nas cidades também gera tais problemas de mobilidade urbana. Afinal, muitos municípios não possuem nem mesmo ciclovias, sendo que bicicletas seriam alternativas mais baratas, sustentáveis e que diminuiriam os problemas de trânsito excessivo. Exemplo claro disso aconteceu na França, que melhorou seu deslocamento urbano após a construção das ciclovias.
Diante do exposto, fica claro que medidas devem ser tomadas para melhorar a mobilidade urbana brasileira. Para isso, é necessário que o governo invista nos meios de transportes públicos, como ônibus e metrôs e vise diminuir as passagens, reorganizar as rotas e contratar seguranças. Outrossim, os governos estaduais devem investir na construção de ciclovias nas cidades maiores e na compra de bicicletas para a população alugar - alternativa que já se mostra eficaz na França. Com essas ações, as ruas brasileiras se tornarão locais mais agradáveis, práticos e eficazes.