Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/09/2017
A predominância do modal rodoviário no Brasil deve-se ao modelo implantado na década de 50 por Jucelino Kubstchek, consagrado pela frase “consagrar é abrir estradas”. Todavia, não se levou em consideração a intensificação do crescimento populacional e o individualismo dos indivíduos, fazendo com que hoje, a mobilidade urbana no Brasil seja precária.
Primeiramente vale pontuar que, o Brasil está em um quadro de macrocefalia urbana e associado a isso,se tem a evolução técnico-científica informacional — mostrada na Geografia por Nilton Santos. Com isso, há mais produção de carros, mais gente os adquirindo, e um fluxo automobilístico alarmante nas ruas. Logo, sem a infraestrutura adequada as cidades não são capazes de suprir toda essa exorbitância, fazendo com que não haja mobilidade urbana necessária para o bom funcionamento de uma sociedade que precisa de tanto locomove-se.
É indubitável também que ao começar-se a pensar de maneira mais individualista em detrimento do coletivo, as ruas ficaram mais lotadas de indivíduos disputando seu espaço, concorrendo pela locomoção na cidade. Desse modo os instintos humanos começaram a suplantar a razão como havia desejado o filósofo Nietzsche. De maneira que, todos vão buscando seus próprios interesses de forma egoística e um vai anulando o do outro e todos se anulam mutuamente, fazendo com que se tenha quilômetros de engarrafamento, por mero capricho humano.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de ações governamentais que garantam a mobilidade urbana.Como a melhoria do transporte público, tornando-o mais confortável e seguro, bem como adoção do Passe Livre, medida que visa a gratuidade dos mesmo, esses feitos podem ser realizados pelo Ministério das Cidades. Associado a isso, a mídia como uma grande influenciadora social, deve investir em campanhas que visem conscientizar as pessoas a optarem pelo coletivo,.