Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/09/2017

O mutualismo necessário para um país melhor

Trânsito caótico, poluição e superlotação são problemas que fazem parte do cotidiano brasileiro, contrariando o a Constituição Federal, que possui como uma de suas garantias o direito de ir e vir aos cidadãos, a mobilidade urbana no Brasil apresenta diversas falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos. Nesse cenário, é preciso resolver esse impasse de forma eficiente e sustentável, pois as consequências atuais dessa problemática não refletem apenas aos seres humanos, mas  também, e principalmente, ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, deve-se salientar que as péssimas condições de transporte público potencializam o número de veículos particulares, nas ruas. Entretanto, essa alternativa promove um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos porque mesmo as metrópoles não estão estruturadas para receber esse fluxo desordenado de carros, motos e ônibus. Em São Paulo, por exemplo, há um rodízio de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda não é suficiente.

Além disso, o setor de transporte é responsável por 40% da emissão de CO2 no Brasil, intensificando o aquecimento global. Para reverter essa situação e em busca de uma vida mais saudável, muitas pessoas usam bicicletas como meio de transporte , seja para ir ao trabalho ou à escola. Por exemplo, na cidade de Fortaleza, a prefeitura lançou o projeto Bicicletar, que instalou postos de bicicletas de uso coletivo, com o intuito de minimizar os impactos ambientais e diminuir o trânsito, além de proporcionar bem-estar social.

Fica claro, portanto, que providências devem ser tomadas para resolver esse mal. A princípio, cabe ao governo aplicar as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção, e dessa forma, em parceria com ONG´s, através de comerciais nas grandes emissoras, com o intuito de desincentivar o uso de transportes individuais, mostrando que usar o transporte público é mais rápido, econômico e ajuda a reduzir o aquecimento global. Ademais, os governantes devem implementar projetos similares ao de bicicletas compartilhadas, mas também oferecer descontos nos impostos para aqueles que usam bicicleta para ir ao trabalho, fazendo valer o que está escrito na Constituição. Por fim, percebe-se que, assim como na biologia, em que o mutualismo é a relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é essencial que a mobilidade urbana e a sustentabilidade estejam juntas, proporcionando uma melhor qualidade de vida para a população e o meio ambiente.