Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/09/2017
Mesmo com o intenso processo de urbanização no Brasil que se intensificou ao longo do século XX, o desenvolvimento não foi acompanhado por efetivos sistemas de mobilidade. Sendo assim, contrariando a Constituição Federal, que tem como uma de suas garantias fundamentais o direito de ir e vir dos cidadãos, a mobilidade urbana no país apresenta diversas falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos.
Um dos principais problemas é a precariedade dos transportes públicos: o aumento da taxa de passagem, a falta de manutenção, lotação e a baixa qualidade dos serviços. O que contribui para o crescimento ascendente de veículos particulares nas ruas, já que a população insatisfeita ver mais vantagens no uso de um transporte próprio. Entretanto, essa alternativa ocasiona um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos, já que mesmo as grandes cidades não possuem uma estrutura adequada - apresentam má sinalização, problemas com iluminação e alto índice de violência - para suportar o fluxo desordenado de carros, motos, ônibus e caminhões.
Estresse. Lentidão no trânsito. Acidentes. Poluição. São outros pontos negativos dessa realidade de locomoção. De acordo com ex-presidente de Bogotá, Enrique Peñalosa, “De nada adianta aumentar estradas, construir pontes, abrir mais espaço. Só existe uma maneira de evitar congestionamento: restringindo o uso de carros.” Com isso é notável que precisamos urgentemente de soluções para a melhoria deste problema.
Portanto, é imprescindível que o governo municipal em conjunto com a sociedade civil e organizada e a parceria público-privado, melhorem o transporte público, investindo em novas frotas de ônibus, garantindo conforto aos usuários, para incentivar o uso da população aos veículos coletivos em detrimento aos individuais, assim, evitando congestionamentos. Criem novas ciclovias e ciclorrotas, por meio do plano diretor e do orçamento público, criando projetos que as viabilizem, estimulando o uso de bicicletas como meio de transporte para evitar engarrafamentos, poluições e incentivando a atividade física. E por fim, estabelecer velocidades baixas nas vias urbanas de grande fluxo, implementando legislação e placas de sinalização, protegendo os pedestres e o convívio democrático com os outros meios de locomoção.