Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/09/2017

A mobilidade urbana é tema central das discussões políticas no Brasil. Os desafios de dá fluidez ao trânsito e consequentemente reduzir o consumo de combustíveis fósseis, esbaram na burocracia estatal e nas ambições do capitalismo.

Nessa perspectiva, é relevante destacar o caótico trânsito das grandes metrópoles com impacto negativo nos setores produtivos de nossa economia. Isso fica evidente se alisarmos o tempo desprendido pelo trabalhador no trajeto para o labor e o consequente esgotamento psicológico de enfrentar por horas engarrafamentos e transporte público em má condições de uso. Destaque-se, que apesar de ter que enfrentar essas péssimas condições de deslocamento, o trabalhador urbano ainda tem que arcar com umas das tarifas mais onerosas do mundo.

Diante disso, com o avanço da industria automobilística, ainda enfrentamos problemas ambientais com a emissão de gases do efeito estufa. Não obstante, o fato de termos avançados no desenvolvimento de uma matriz energética menos poluentes, biocombustíveis, ainda somos dependentes do ouro negro, satanizado pelos seus efeitos devastadores. Ressalte-se, mesmo com rios de planícies cortando nossa território, o escoamento de nossa produção se dá, em sua maioria, por via rodoviária, a mais cara e a que vai de encontro a um projeto sério de mobilidade urbana.

Verifica-se, portanto, a influência do capitalismo que inunda nossas ruas e avenidas com veículos, bem como, uma falta de prioridade de nossa sociedade, como um todo, em promover um espaço urbano fluido e mais democrático. Devemos incentivar o uso de meios alternativos aos automóveis, como os transportes de massa aquaviário, metroviário e rodoviário. Para isso, é sugestivo um projeto que crie incentivos fiscais, com deduções no imposto de renda, por exemplo, para aqueles que fizerem uso dos transportes de massa, contribuindo, assim, para uma urbe mais democrática.