Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/09/2017

As questões de mobilidade, no Brasil, se intensificaram na década de 70, com o advento da Terceira Revolução Industrial, que causou o êxodo rural seguido do “inchaço” das cidades. Esse processo, de condições para deslocamento populacional, vem sendo bastante discutido, na atualidade, por apresentar problemáticas desafiadoras nos âmbitos ambientais e de cidadania.

A dificuldade de acessibilidade aliada a falta de infraestrutura dos transportes coletivos, são fatores que levam as pessoas a optarem por carros ou motocicletas. Os ônibus não apresentam condições dignas, como conforto e segurança, ratificados na falta de climatização e nos crescentes casos de violência. Além disso, a questão do tempo é bastante recorrente, já que há uma insuficiência de ligação das rotas. A insatisfação popular, com esse cenário, ficou evidente nas Manifestações dos 20 Centavos, ocorridas em 2013, em que cidadãos foram as ruas reclamar seus direitos.

Esses fatores acabam corroborando em uma outra problemática: a poluição. Para economizar tempo, a população parte para os meios de locomoção individuais, sendo constante uma grande quantidade de carros, nas ruas, gerando engarrafamentos. Isso acarreta em sérios problemas ambientais, na medida em que ocorre a emissão de combustíveis fósseis como o CO2. Esses são responsáveis por 90% da poluição em São Paulo e causam impactos como a intensificação do efeito estufa produzindo um fenômeno chamado aquecimento global.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de melhorias na infraestrutura e maior fiscalização dos transportes coletivos, por parte do Estado, com a climatização e a integração dos modais. Cabe ao Ministério de Transportes junto com o Ministério do Trabalho a criação de campanhas, em locais de trabalho, incentivando o uso de bicicletas, meios coletivos e caronas solidárias. Sendo assim, possibilitaria a diminuição de muitos problemas da mobilidade urbana.