Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2022
No final da década de 50, o governo de Juscelino Kubitschek teve como uma de suas prioridades o incentivo à construção da malha rodoviária e às empresas auto- mobilísticas. Nesse contexto, tal estratégia de desenvolvimento não tem sido bené- fica a longo prazo, haja vista que a mobilidade urbana, no Brasil hodierno, apresen- ta desafios causados pelo aumento do uso de veículos particulares e a má qualida- de do transporte público, o que gera engarrafamento e gastos. Logo, soluções de- vem ser propostas.
Sob esse viés, o filme “Os Incríveis” salienta a situação de um pai de família que, após um dia exaustivo de trabalho, precisa passar pelo estressante congestiona- mento cotidiano para que consiga chegar em sua casa. Nesse aspecto, o inchaço urbano, a melhoria de renda da população, o fomento governamental ao mercado automotivo, e as condições precárias do veículo coletivo são os, principais, fatores que mantém os desafios da mobilidade citadina, que fazem a sociedade brasileira, assim como o personagem descrito, sofrer com as horas desperdiçadas no trân- sito. Destarte, é imperativo a adoção de medidas para a redução do uso da malha rodoviária e a busca por outras alternativas.
Por conseguinte, a lentidão do tráfego é somada ao alto custo de manutenção das estradas, o que provoca gastos tanto de tempo quanto dos contribuintes, pelos impostos. Ademais, as questões relacionadas a mobilidade no trânsito não têm previsão de melhora, essa constatação pode ser feita uma vez que no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), a frota de veículos deve dobrar até 2025. Dessa forma, urge a ampliação de outras formas de locomo- ção e a recuperação de transportes públicos existentes.
Em síntese, o inchaço da frota de veículos tem excedido a capacidade da malha rodoviária e reduzido a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros. Portanto, para mudar esse cenário, é imprescindível que o Ministério dos Transportes invista na expansão do transporte ferroviário e no melhoramento dos automóveis coletivos, por meio do uso dos impostos que antes iriam para as estradas, a fim de impedir o congestionamento e enfrentar os desafios da mobilidade urbana no país.