Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/10/2022

Durante o Ciclo do Café no século XIX, o processo do êxodo rural - saída do campo para a área urbana -, e a chegada dos imigrantes em busca de melhores condições de trabalho, proporcionou no implemento ferroviário brasileiro. Fora do contexto histórico e, com a ampliação tecnológica, o campo social hodierno enfrenta diariamente dificuldades no que tange a mobilidade urbana, com ênfase ao transporte público. Tendo isso em vista, nota-se o entrave nacional sob o estigma modal, sendo necessário assim, de um olhar crítico.

Primeiramente, é válido ressaltar que segundo o IBGE (Instituto brasileiro de geografia e estatística), no ano de 2022, foi contabilizada a taxa de 87% da população brasileira dependente do transporte público. A vista do número de indivíduos constituintes do país, nas grandes cidades metropolitanas como São Paulo, o meio social sofre impasses advindos de erros de organização no que se refere os modais públicos, que são responsáveis pelo atraso de ônibus, congestionamento e falhas nos trilhos de trens. Em consequência à isso, a massa dependente dos meios de mobilidade coletiva, infelizmente, é diretamente atingida pela ineficácia dos transportes públicos.

Em segundo plano, a Constituição de 1988, garante o direito cívico de ir e vir a todas as camadas sociais. Contrariando-se a isso, e levando em consideração a ampla desigualdade social presente no Brasil, o aumento das tarifas estaduais do ônibus e metrô não condizem com a renda da população e, por conseguinte, não incluí a todas as camadas. Outrossim, e novamente contradizendo a Constituição, a ocorrência de greves no campo modal auxília no impacto causado a sociedade laboral, que em dependência ao deslocamento coletivo, não consegue exercer suas responsabilidades empregais no que condiz o horário de trabalho, havendo o risco assim, da perca do emprego.

Em suma, percebe-se as consequências envolta à falha da mobilidade urbana, necessitando de medidas para controla-las. Para tanto, é dever do Estado em parceria com as empresas de transporte, executar ações de controle emergenciais, como a organização e flexibilização dos horários corretos as escalas dos ônibus e a fiscalização dos trilhos de trem e metrô, a fim de consolidar o conforto a sociedade.