Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/10/2022

Um dos maiores desafios que os brasileiros usufrem cotidianamente é a péssima qualidade da mobilidade urbana do país nas grandes é medias cidades, que resulta em um cenário tão caótico. A intensa e desordenada movimentação nas cidades é um agente que prejudica, preferencialmente, o direito de ir e vir dos cidadãos. Sendo assim, essa problemática teve como início na política histórica brasileira e, atualmente, se perdura levando uma péssima qualidade aos transportes coletivos.

De início, tem-se a noção de que a política histórica do país é fundamental para a compreensão desse contexto, dando início na década de 1950 em que o intenso processo de urbanização se associou ao aumento de fluxo de veículos nas cidades. Todavia, o governo da época priorizou apenas o transporte rodoviário em ascenção e, consequentemente, a relação entre veículos, tempo e espaço nas metrópoles decaiu e perdura até os dias atuais. Como resultado, a falta de planejamento urbano resultou no excesso de automóveis que circulam diariamente. Fica claro, então que essa adversidade se encontra impregnada na história brasileira e que ainda gera desafios para a população.

Como consequência desse fator histórico que foi um empecilho nessa problemática, surge a questão da precariedade dos transportes públicos. Em um país de dimensões continentais, a priorização do transporte rodoviário desestimulou os investimentos nos meios de locomoção público. Segundo dados de uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo feito em 2020, cerca de 26% da população paulista gasta mais de duas horas com deslocamentos diários. Com isso, o transporte público sucumbe ao abandono e, ao contrário de ser visto como uma forma de melhora da condução no trânsito, oferece uma péssima estrutura aos passageiros e contribui para a piora do problema.

Portanto, fica evidente desenvolver medidas que hajam contra esse problema. Nesse âmbito, cabe ao Ministério dos Transportes promover uma melhora no deslocamento urbano, por meio da sancionalização de políticas públicas que deem priori para a área urbana que, além de melhorar a locomoção, garantam um transporte público digno de uso por parte da população. Desse modo, o cidadão poderá atingir a plena condição de melhora no trânsito brasileiro.