Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/05/2023

A segunda revolução industrial foi marcada pelo abundante uso de petróleo e pelo desenvolvimento da indústria automobilística. Desde então, os automóveis se tornaram numerosos nas vias. Nesse contexto, entretanto, tal desenvolvimento trouxe consigo desafios no que tange à mobilidade urbana no Brasil, dado que há um intenso fluxo de transportes diariamente. Dessa forma, faz-se fundamental buscar a mudança de tais problemas, por meio do combate de suas principais causas: o consumismo e a omissão governamental.

A priori, é fato que a mentalidade de consumo da sociedade se torna um empecilhos para a boa mobilidade. Sob esse viés, no filme “As patricinhas de Bervely Hills”, o consumismo é retratado como solução para problemas pessoais e como forma de status social. Não distante da ficção, percebe-se que é crescente o número de veículos particulares nas ruas, o que fica constantemente associado às condições socioeconomicas de seus proprietários. No entanto, as consequências de tal ato são variadas, podendo-se citar a poluição ambiental causada pelo uso de carros e, consoante ao IBGE, os trânsitos enfrentados pelo povo na capital, sendo que cada indivíduo gasta, em média, 120 minutos nas vias por dia.

Além disso, a falta de políticas públicas eficazes torna mais difícil a resolução dos entraves para a locomobilidade. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo John Locke, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Nesse âmbito, porém, sabe-se que ainda existem diversas ineficiências no que diz respeito, por exemplo, a qualidade dos transportes públicos, o que serve de influência para a preferência por automovéis próprios. Ademais, é necessário que hajam medidas capazes de diminuir os obstáculos que levam a trânsitos densos e demorados.

Portanto, infere-se que os desafios para a mobilidade urbana no Brasil devem ser solucionados para que se resolva o problema em questão. Para tanto, é necessário que a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos faça, através da destinação de verbas e projetos, uma reforma na rede de transportes públicos e a conscientização do povo sobre os malefícios do consumo exacerbado. Isso teria a finalidade de tornar esses meios de condução eficientes, e também serviria como incentivo à diminuição da compra de carros.