Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2017

“Governar é abrir estradas”. Esse era o lema de Juscelino Kubitschek que teve como marco em seu governo, na década de 50, a implantação e melhoria de rodovias em todo o país com o objetivo de articular as regiões brasileiras. Se fosse hoje, esse ex-presidente teria vários obstáculos para resolver o impasse caótico que é presenciado em grandes centros urbanos, fruto de um processo histórico-cultural sem planejamento urbano.

Primeiramente, é preciso ressaltar o que causou esse “inchaço” urbano. A busca por melhores condições de vida e a idealização de um emprego melhor ocasionou um grande fluxo de imigração para metrópoles. Somado a isso, o incentivo da mídia e do governo -como a redução de impostos – à compra de automóveis contribuem para os altos índices de problemas nessa questão. Desse modo, a falta de planejamento urbano e o alto número de carros promovem impactos de grandes proporções na nação.

Em decorrência disso, uma consequência direta dessa questão é o trânsito caótico. Nas grandes cidades, como em São Paulo, tal situação é considerada comum pelos habitantes. Tanto que, dados do IBOPE revelam que 61% dos paulistanos estão dispostos à trocar carros por transporte público,  com a esperança de mudar a situação. Esse caos urbano,  provoca uma maior eliminação de Dióxido de Carbono (CO2) e, consequentemente contribui para o agravamento do efeito estufa. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para resolver essa questão.

Pode-se perceber, portanto, que a falta de planejamento urbano governamental trouxe consequências graves e que precisam ser modificadas. É fundamental que o Ministério do Transporte promova maior segurança e conforto nesses meios de transporte públicos com o intuito de atrair mais pessoas. Some-se isso a campanhas do governo e Mídia para incentivar o uso dos transportes coletivos com o intuito de diminuir a emissão de gases poluentes pelos automóveis, e caso optem pelo uso de carros, recorram aos combustíveis sustentáveis. Assim, o Brasil terá um legado na qual Juscelino Kubitschek pudesse se orgulhar.