Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2017

Depois da segunda metade do século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, ingressou no mundo comercial o sistema de produção em massa, que permanece como padrão até os dias atuais. No Brasil não é diferente, a mobilidade urbana enfrenta uma série de fenômenos como o crescente número de veículos e a problemática do aquecimento global. A partir dessa perspectiva, é necessário avaliar os elementos da propagação desse desafio em nosso país.

Contudo, mesmo posteriormente à Terceira Revolução Industrial, a estrutura de transporte público brasileiro ainda é muito precária. Tendo em vista, os problemas com superlotação e com taxas abusivas dos serviços prestados pelas empresas responsáveis. Além disso, não há um planejamento adequado nas infraestruturas das cidades para facilitar o deslocamento. Haja vista esse processo falho, muitos aderem aos meios alternativos como carros pessoais, por exemplo.

Segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos “a força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, que apenas consegue identificar o que os separa e não o que os une”. Logo, percebe-se que as propagandas exercem um importante papel sobre a sociedade, por isso, os altos níveis de vendas. Essas, acarreta um elevado número de automóveis, que por sua vez, fazem com que milhões de toneladas de CO2, gás responsável pelo efeito estufa, sejam liberadas.

A mobilização de agentes como o Governo Estadual é necessária. Portanto, as Assembleias Legislativas devem aprovar projetos sociais que visem a construção de novas rodovias, ciclo faixas, por meio de parcerias com construtoras especializadas, que busquem a requalificação do serviço da deslocação pública. Por outro lado, como ação específica, por intermédio de leis, como definido por Milton, as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação apenas para promover vendas e passem a conscientizar a população sobre os danos causados à natureza pelos automóveis.