Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2017

Durante o século XIX, período de crescimento do café no Brasil, os investidores enfrentaram o desafio de transportar a produção dos campos aos portos. Embora date de séculos atrás, a questão da mobilidade, atenuada no meio urbano, persiste em pleno século XIX, tornando necessário uma intervenção.

Partindo desse pressuposto, nota-se que o Brasil, durante o governo de Juscelino Kubitschek, passou por transformações como com a criação de rodovias e produção de automóveis. As consequências, como o trânsito, surgiram posteriormente e prevalece devido ao baixo investimento em outros modais. É importante salientar que, um ônibus capaz de transportar 80 pessoas ocupa o lugar de 2 carros, segundo o Sindiônibus, demonstrando o desequilíbrio no meio urbano causador de transtornos.

Entretanto a questão está longe de ser resolvida. A pouca integração entre os modais tem aumentado a concentração no uso de apenas um, debilitando-o. Aliado a isso, a baixa qualidade em modos de transportes alternativos, como o público, assim como a pouca atenção aos diferentes, como o hidroviário, resulta em desafios na mobilidade urbana.

Para que se atenue esse cenário instável, portanto, faz-se necessária a privatização de alguns transportes, como o ferroviário, diminuindo as despesas do Estado e aumentando a possibilidade de investir no aumento de modais diferentes e integração entre eles. A criação de órgãos que regulem a qualidade dos transportes e manutenção, pode resultar na desconcentração das massas fixas em apenas um meio de deslocamento. Dessa forma, a possibilidade de enfrentar os desafios, como no século XIX, será possível no Brasil.